sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Primeiramente peço desculpas aos meus leitores por ter ficado tanto tempo sem escrever.
Juro que tenho uns sete rascunhos aqui, tudo texto que começo, e não tive tempo de terminar.
Hoje acordei pensando: será sábado?? Não... sexta.
Perdi o ônibus, sai correndo, mas cheguei em tempo no trabalho.
No caminho me deparei com a seguinte frase: Mentiras sinceras te interessam?
Uma das melhores frase de rua que já vi, talvez a melhor.
Particularmente, mentiras sinceras instigam e atraem a todos.
Logo já me remeteu a muitas coisas passadas e incrivelmente bem vividas.
Sinto saudade de algumas boas coisas que vivi.
Há aqueles que já  mentiram, ou até mesmo se enganaram, pois não há aqueles que sempre acertaram. Mas houve o engano ou quem sabe, apenas um querer algo a mais com um casal que eu conheço. Depois de um "romance" passageiro, acabou saindo um "te amo" mesmo que por sms, mas aconteceu.
Era uma mentira sincera, e acabou interessando muito, afinal ela estava apaixonada.
Naquele momento aquela mentira era a coisa mais sincera que ela podia e queria ouvir.
Tremeram-se as pernas.
Ela gostava de ouvir o que convém, todos gostam.
Eu, você e quem mais for ler.
Mas quando ela ouviu que aquilo era apenas um equívoco, e o que ele queria era apenas ficar sem compromisso, pois ele gostava de alguém, foi onde caiu a ficha.
Ela se recuperou rápido, pois também achava que aquilo era amor, apenas achava.
Com o tempo ela  acabou acreditando que aquilo era apenas uma felicidade passageira.
Eles mantém uma amizade, uma boa amizade eu diria.
Conversam e mantém aquela cumplicidade de sempre, com segredos, emoções, e de vez em quando alguns carinhos, beijos e algo mais.
A mentira deles sempre foi sincera, da maneira e do jeito deles. Do jeito que dava para ser.
E acredito que eles são felizes assim, soltos em um mundo de descobertas diversas e aventuras.
Pelo que sei, ainda acontece de ficarem nervosos, e de sorrir simultaneamente quando os olhares  se cruzam.
São felizes assim, e isso é o que importa.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Mulheres e a TPM

Comecei a fazer uma dieta. Eu e minha colega de trabalho. Já fazem duas semanas que estamos nos cuidando e diminuindo as guloseimas que antes comíamos a toda hora.
Desde que vim para POA eu engordei bastante, então caí dentro de si, e vi que eu precisava fazer algo.
Confesso que fiquei com  fome alguns momentos, bastante fome na verdade. 
E difícil fazer dieta, ainda mais quando a TPM está chegando.
E bastante complicado não comer massa, risólis, batata frita e qualquer tipo de fritura, mcdonald's, CHOCOLATE...
Hoje eu caí na tentação, me deliciei com um pedaço de torta de bolacha, que por sinal estava muito boa. 
Nassa hora eu ouvi um coro, me arrepiei. Olhei para minha colega, ela estava tão concentrada naquele pedaço de torta...comi mais um pedaço e quando olhei novamente ela estava escabelada, mas com uma cara de prazer imenso.
Uma explicação meio que científica para isso tudo: TPM. Sim, comer doces e comidas "gordurosas" nesses dias é o melhor remédio. Melhor que atroveram, buscopam e derivados. 
É fato que a mulher precisa de doce,e isso influência no seu humor.
O dia ficou mais azul, mais agradável depois daquela bela torta, por isso, quando você mulher, notar que a TPM está chegando, saia um pouquinho da rotina. Deixe a dieta e os bons cuidados um pouquinho de lado. Afinal, quem está perto de você, agradece e muito, o bendito inventor do chocolate.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O casal da minha rua

Ela, uma mulher linda, bem resolvida aparentemente.
Ele, um menino da moda, mas apenas um menino.
A mulher casada, muito bem casada. 
Ele, um solteiro no mundo em busca de novas aventuras.
Os dois com jeitos bem diferentes. Manias distintas.
No almoço, eu os observava-os com um ar diferente.
Eles se olhavam. Apenas isso.
Na verdade reparei apenas em  dois olhares, um dela, e um dele.
Nunca haviam trocado uma sequer palavra até então. E hoje isso mudaria.
Eles se esbarraram, bateram-se, e surgiu um princípio de conversa, mas ela, cheia de compromissos, atendeu o telefone e foi resolver os seus problemas.
Há aqueles que afirmam que não existe paixão ou amor a primeira vista. Mentira, existe sim.
Ele mandou um recado embrulhado em um chocolate, entregaram no escritório onde ela trabalhava.
Ela, ficou surpresa. Gostou.
Não sabia quem tinha enviado isso à ela, mas de qualquer forma, comeu o chocolate.
No outro dia, ele sentou-se em sua mesa, e logo após ela sentou ao seu lado. Agora sim, conversaram.
Ela sabia que ele olhava para ela de uma maneira diferente.
Passaram a sentar juntos todos os dias, virou uma rotina.
Pela personalidade que percebi nela, essa rotina não iria durar muito.
Me enganei, durou bastante tempo.
Passaram a ficar tempo e tempo juntos. Até que um dia não vieram almoçar. Os dois chegaram juntos aos seus trabalhos. Tudo seguia normalmente como nos outros dias.
No dia seguinte me atrasei para o almoço, fiz minhas coisas como de praxe, sentei um pouco em um banco de uma praça, estava um dia de sol lindo, céu azul. Encontrei com os dois no mesmo ambiente em que eu estava. Estavam como um casal apaixonado. Abraços e beijos, típico de um casal de de 18 anos, e naquele momento eles realmente possuíam 18 anos.
Confesso que achei estranho, e fiquei imaginando o porque daquilo tudo. Os dois casados. Ela mulher feita, e ele um rapaz com alguns sonhos e expectativas.
Atração física? Apenas diversão? Será que já se conheciam? Vingança para alguém? Desejo, tesão, vontade? Infelicidade?
Ao certo ninguém saberá. Muito menos eu, que apenas vi. Vi algo que estava brilhando e estampado na testa deles, mas que ainda não foi possível decifrar.
Hoje, eles continuam assim, até onde eu sei. Dois amantes da vida, cada um no seu lugar, com seus compromissos e com os desejos e vontades mais profundas, e que nunca ninguém nem sequer irá imaginar.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Lembranças do que foi bom

Estava em meus aposentos, quando me enviaram um pedaço de uma história que escrevi, e me perguntaram, sabes quem escreveu? Com emoção nos olhos respondi que sabia.
Um final de um romance, mas que para alguns não representou um "fim".
Certa vez, em uma boa conversa, me falaram que valia a pena dizer tudo o que tínhamos vontade, e que o máximo que podia acontecer, era conviver com uma esperança, uma expectativa que podia vir a nunca dar certo.
Apenas concordei.
Na verdade dizer tudo o que pensamos é complicado, complexo demais. Ora pode ser bom, ora ruim. Varia de pessoa em pessoa. As vezes eu não digo, posso machucar alguém assim. As vezes eu digo, e me decepciono. E as vezes fico feliz com a resposta ou reação.
Lembrar daquilo que passou é bom. Conversar a respeito de coisas bobas, de momentos bons, de momentos nem tão bons assim, de cenas, pessoas. Lembrar é uma dádiva.
Uma vez eu li: "Eu errei, e hoje não tenho como concertar. Mas o que ninguém pode fazer, é tirar as lembranças que eu tenho, e elas me fazem sorrir e ver que tudo valeu a pena".
Logo penso: Que boas essas lembranças, para arrancar sorriso do rosto de alguém, pelo simples fato de um dia ter existido. De apenas um momento vivido.
Querendo ou não, o que mais mexe é a paixão, amor. Provável que quem escreveu se referia a isso. Algo que para sempre irá ficar marcado. Lembrando que o sempre é muito tempo, e nem há como medir.
Confesso que fiquei pensando qual seria o erro dessa pessoa para que não houvesse solução. Sempre há solução. E o primeiro passo para isso é acreditar.
O erro do qual foi falado, nunca saberemos. Mas o interessante é que mesmo sabendo que não há muito o que fazer, as lembranças são boas e intensas ao ponto de trazer sorriso e felicidade ao rosto desse alguém desconhecido.
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

AS CRÍTICAS
Com meus 19 anos já passei por várias situação inusitadas.
algumas boas, outras nem tanto.
Fácil é falar, até mesmo escrever. Agora, fazer... outro nível.
Recebi críticas quando fui para secretaria da escola a primeira vez.
Me criticaram quando eu quis ser jogadora de futebol, isso não teria futuro. Deveria ter tentando a carreira como cheff de cozinha, é o que o está em evidência no mercado, minha segunda opção então, jornalismo, o salário não é bom.
Recebi algumas críticas por ter largado um emprego que era visto como bom.
Não recebi elogios ao ter tomado algumas decisões.
Errei ao discutir.
Errei ao querer mostrar que sempre há mais que uma ou duas soluções.
Errei ao gritar e ao chorar escondido.
Errei ao fingir um sorriso.
Erramos todos os dias, as vezes pelo simples fato de não agradecer por mais um dia.
Erramos ao julgar o outro e não cuidar do nosso próprio nariz.
Hoje não existe mais alguma regra sobre como devemos pensar, agir. 
Dentro desses 19 anos, passei por coisas ruins, mas que de alguma forma trouxeram ensinamentos. 
As vezes nem tudo o que parecia era. Precisei me "embretar" para aprender a dar valor. Hoje posso afirmar, aprendi quando bati com a cabeça na parede.
Mas com certeza é gratificante ouvir "admiro a tua coragem" .
As vezes temos que arriscar, na verdade, acredito que só assim obtemos resultado positivo. Então vamos arriscar, o máximo que pode acontecer é não dar certo.
Não podemos deixar o orgulho bater no teto, muito pelo contrário, a única coisa que deve ser extremamente alta é a vontade, o desejo.
Por isso, quando ouvir um "não" não se deixe abalar, faça ele se tornar um ponto positivo. Um exemplo. Um ensinamento.



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Então, dedico a aqueles que me pediram muito para escrever, lá vai.
Me pediram para escrever sobre algo da vida, confesso que fiquei pensando no que falar. São tantas coisas. Existe o tempo, idade, emoção, razão, coração, enfim, mil coisas.
Vou escrever sobre o que mais entendo no momento.
Quando somos jovens, pensamos apenas no dia de hoje. 
O amanhã que fique no aguarde.
As vezes somos muito influenciados pelo que a vida tem a nos dar, influenciados pelas delícias e peripécias. As coisas boas tendem a dar mais tesão, mais vontade, e por impulso muitas vezes cometemos as melhores loucuras da vida.
Quem nunca chegou em casa sem saber como? 
Ou quem nunca bebeu demais? 
Quem nunca beijou por impulso?
Podem ser dados vários exemplos, mas o que mais causa emoção e reação é o lado afetivo.
Já disse e repito: tudo o que é errado ou perigoso é mais divertido.
A adrenalina subindo no sangue, o suor nas mãos e aquela desconfiança, será que alguém vai ver? Afinal, o que ninguém viu é porque não aconteceu, certo?
Talvez possa ser certo, mas pode ser errado. E sempre há a duvida de que um dia pode não ser mais segredo.
É nessa época que descobrimos os instintos, as sensações, os arrepios, e convenhamos, não tem nada melhor que isso.
A emoção do beijo roubado, do calor do corpo, da sensação de dever cumprido.
Nós jovens, as vezes somos cegos. A loucura toma conta da nossa lucides e em pouco tempo convocamos uma multidão para defender o que achamos por direito. Temos o poder do convencimento, a força e o vigor. Temos os problemas e as soluções deles. Adquirimos conhecimento todos os dias, todas as horas.
Por isso que acredito ser a melhor fase da vida. Aprendemos e ao mesmo tempo ensinamos. Erramos e acertamos quase que simultaneamente. É a idade dos extremos.
A idade mais marcante, pelo menos, ao meu ver.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Todo mundo deve...
Beijar por impulso;
Andar de avião;
Nadar pelado;
Começar uma dieta;
Começar um namoro;
Terminar um namoro;
Terminar aquela dieta;
Comprar uma roupa que nunca irá usar;
Falar que ama;
Beber até cair;
Tomar um banho de chuva;
Ir trabalhar doente;
Apertar a campainha e sair correndo;
Escutar love sons;
Saber sair, isso sempre!
Saber escutar;
Viajar;
Dormir um dia todo;
Comer chocolate por impulso;
Ir para uma festa por impulso;
Cuidar da sua própria vida;
Começar academia;
Dar um trote no telefone;
Andar de bicicleta;
Jogar futebol;
Ganhar um campeonato;
Perder um campeonato;
Ir para a secretaria no colégio;
Ficar de castigo;
Ficar sem crédito no celular;
Prometer e não cumprir;
Prometer e cumprir;
Realizar;
Sonhar;
Se decepcionar;
Engordar;
Emagrecer...

Enfim, são muitas coisas que devemos fazer, mas o principal delas é saber viver loucamente, como se o amanhã fosse apenas uma promessa do tempo.
Aproveitar cada instante, cada momento.
Não esperar para que o outro faça, afinal, faça você mesmo.
Tire lições de cada momento, de cada instante.
Ame, grite, sorria, cante, e se preocupe com o que realmente deve. Faça o que tem vontade, lembrando que sua liberdade é grande, mas que ela não pode invadir o espaço de alguém.
E podemos falar em vários assuntos, mas, o que mexe é o calor de um beijo, a intensidade de uma pegada forte, por isso, faça. Ame, beije, aproveite cada segundo. E caso pense,  "e se eu me arrepender?" Bom, isso só saberá se fizer. Então arrisque, porque felicidade é criada por nós mesmos com jeitos e realizações diferentes, mas somente você sabe qual é a sua verdadeira felicidade.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O que dizer da adolescência?
É uma faze dos extremos, ou está tudo bem, ou não está. Uma hora queremos dominar o mundo, outra somos dominados.
Pensamos em se formar na faculdade, no outro dia, em qual curso mesmo eu iria me inscrever ?
E é assim que vamos levando a vida. Uma vida cheia de amores, esperanças, momentos de alegria, aventura, tristeza, rebeldia... adolescência.
É nessa época que descobrimos os prazeres, que descobrimos os perigos.
Desafiamos tudo e todos. Muitas vezes achamos que somos super-heróis e podemos fazer o que bem quisermos.
Sabemos de tudo, e não sabemos de nada. E é nessa época que criamos a nossa imagem.
Mesmo sem saber o que estamos fazendo, acabamos moldando a nossa personalidade.
Nesse momento provamos o que a vida nos oferece. Ora morremos de amores, ora não pensamos em nada a não ser festas.
Choramos por desilusões, somos rejeitados, e em outra oportunidade rejeitamos.
Digo por experiência própria, as vezes fazemos apenas para mostrar do que somos capazes. E nessas demostrações cabem correr riscos, ainda mais por quem estamos apaixonados. Esses riscos são os melhores, são instigantes.
Puxar alguém pelo braço e dar um beijo, mesmo sabendo que este alguém já tem um compromisso. Pois para nós jovens, essa adrenalina, esse perigo, é divertido.
Somos capazes de melhorar, de amar. Temos uma grande capacidade de te fazer sorrir nas horas vagas. Os assuntos bobos, as brincadeiras, os olhares, os "eu te amo" que sempre são verdadeiros. Desacreditamos que existe apenas um amor na vida. Mentira, existem vários amores, afinal, amar é não é uma arte, ou um dom, e sim, um prazer, uma alegria. Somos todos capazes de amar. Por isso, aproveite. Ame, e viva essa juventude pra toda vida.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Depois de alguns dias sem escrever, alguns dos leitores me cobraram. "Storck'isinha, quando vai ter mais? " E outros me perguntam, onde estão teus contos?
Bueno. Hoje lá vai.
Essas últimas semanas andaram meio conturbadas, bastante trabalho, reta final do curso, minha vó se tornou uma estrela neste imenso céu, tensão por conseguir realizar um dos objetivos. Enfim, muita coisa acontecendo junto.
Algumas vezes confesso que tive vontade de largar tudo e desistir, mas esse pensamento só passou na minha cabeça por alguns segundos, e como se houvesse uma pessoa do meu lado para me dar um tapa e acordar, eu retomava o foco.
Nesse período aprendi muita coisa também.
Aprendi que uma noite de sono mal dormida, ocasiona problemas de stress no dia seguinte.
Creio que o que mais me chamou a atenção foi, a questão do sentimento. Aprendi bastante a respeito dele.
Depois de presenciar, pelo menos alguns anos de uma história linda, vi o amor dos meus avós, um pelo outro. Um casamento duradouro, o maior que já vi. Eram mais de 65 anos de casados, até que ela partisse para estar junto de Deus, meu vô desconsolado, prometeu à ela que logo estariam juntos, fez a sua ultima promessa, foi a cena mais emocionante que já vi. A despedida temporária de um amor lindo.
Em controvérsia, já presenciei "amor" ou melhor, possessão. Amigos me relatam, que muitas vezes os "ex" não conseguem entender ou aceitar o término de um relacionamento, e em muitos casos esse relacionamento já acabou muito tempo antes de alguém falar "eu quero terminar, acabou."
O namoro, a cumplicidade, fidelidade, acabam quando a confiança e o respeito não estão mais presentes em um relacionamento. No momento em que perdemos esses dois pilares, perdemos todo amor que já poderia ter vigorado antes.
Agressões, verbais e físicas, mentiras, discórdia, ciúme, infidelidade são apenas algumas coisas que acontecem quando perdemos os pilares.
Os costumes e maneiras mudaram, não se é como era antigamente. Logo penso: será que terei a mesma sorte do que meus avós, que viveram mais de 65 anos com muito amor, algumas brigas, mas onde o amor superava facilmente. Tomara que sim, pois de ódio e de sentimentos ruins já estamos cheios.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O sono, estágio onde o ser humano, bem como os animais, se encontra em repouso da mente e do corpo.
Uns dormem pouco, outros dormem bastante.
No meu caso, tenho vontade de dormir mais. Mas meus horários não permitem.
Verdade é que as vezes dormimos acordados. Sim, acredito que entramos em uma grande concentração, onde nos desligamos das coisas que estão ao nosso redor, e nos ligamos somente naquilo que nos consome segundo por segundo: o sono.
Lentamente vamos relaxando e amolecendo o corpo, esquecemos de tudo aquilo que está nos rodeando.Acabamos pegando no sono de olhos abertos.
Certa vez um professor me falou sobre isso, e depois de um tempo comecei a tentar entender como poderíamos "dormir" acordados.
As pessoas de mais idade costumam dizer que dormir faz com que crescemos mais, aumentamos de tamanho.
Talvez seja mesmo, mas chega uma hora em que estabilizamos em um tamanho, e nos mantemos ali. Na mesma, sem mudanças extraordinárias.
Dormir faz bem, é um remédio para grandes coisas, mas temos que saber dosar, até porque, tudo em excesso faz mal.
Porém algumas pessoas não conseguem ter uma boa noite de sono, as vezes tem algo martelando o pensamento, algo que te mantém inquieto, e para curar isso, vale o pedido de desculpas, o abraço, a gratidão, enfim, só cuide para não dormir no ponto, pois sempre tem alguém bem acordado ao teu lado.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Hoje ao assistir uma reportagem no JA, pensei em escrever esse texto.
A reportagem falava sobre jovens que não sabem usar a tecnologia de hoje. O foco da matéria era alertar sobre fotos de partes intimas do corpo, com ou sem roupa. Houve um caso em que uma jovem teve o computador raqueado, e possuía fotos intimas, o rapaz que raqueou obrigou a jovem a marcar um encontro, porém ela foi mais esperta, avisou a policia e foi montado um esquema onde prenderam o pedófilo.
Bom, com tanta informação que possuímos hoje, fica até difícil de acreditar que isso existe com tanta "ignorância" por parte de alguns. Estamos sujeitos a todos os tipos de ataques na internet, e ainda há aqueles que se arriscam com esse tipo de comportamento.
O motivo para tamanha ignorância, ou simplesmente ingenuidade é a falta de diálogo com os pais, ou alguém mais próximo. O tempo está sempre corrido para todos, e com isso acabada faltando aquele "filho, como foi teu dia..." ou então "você já está na adolescência, vamos falar de sexo?" Esse é melhor método para que haja prevenção.
Alguns tratam desse assunto como se fosse algo feio, mas não é, afinal, todos nós estamos aqui hoje através do sexo!
Meninas de 13 anos engravidando de pais de 14. Com isso os pais se apavoram e se perguntam: " no que eu errei? ".
É simples! Faltou conversar, alertar.
Hoje a criação das crianças está muito diferente de por exemplo, 10 anos atrás. Lembro-me de quando eu tinha os meus 9 anos, eu ficava com medo só de pensar em um dia dar um beijo em alguém. E hoje crianças de 10, 12 anos estão transando e gerando bebês.
Pensando nos "danos" que essas ações trazem, a melhor das hipóteses é ter um filho. Torna-se ruim quando é gerado DST's. E também é triste o fato dessas meninas ao descobrirem a gravidez indesejada, tomarem medicamentos para abortar. Uma vida é colocada no lixo por extrema falta de conhecimento, informação, vergonha na cara e por ai adiante.
Penso que não se pode forçar a mudança de alguém, ainda mais de uma sociedade, mas há várias maneiras para ao menos tentarmos. Todo ser humano, desde pequeno é movido pelo exemplo dado dos mais velhos. Vamos então ser os exemplos, ser os heróis dessa nova geração que está chegando. Vamos mudar esta realidade tão triste e ao mesmo tempo cruel.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Buenas!
Em ano de Copa do Mundo aqui no Brasil, seria um tanto injusto não falar dessa paixão mundial. O futebol, que desde berço estamos acompanhando partidas e campeonatos.
Alguns sonham em ser jogadores, outros gostam de assistir.
Desde pequena eu sempre gostei de futebol. Jogava com meu irmão quando ele tinha tempo. Quando entrei para escola jogava com alguns meninos. Sempre houve poucas meninas, mas eu não dava muita importância para isso.
Lembro-me bem do meu primeiro campeonato, não ganhei nenhum jogo. Pois é, foi terrível, mas o que me consolou depois foi uma medalha de participação, onde todos alunos que participaram ganharam também.
Logo depois desse campeonato eu passava os dias incomodando o professor de educação física para que me levasse para o JERGS, uma espécie de campeonato onde escolas de todo o Rio Grande do Sul participam. E foi lá que fiz o meu primeiro gol. Quase chorei de tanta emoção.
O tempo foi passando e em meio aos jogos e treinos, fui aprimorando o que antes era apenas uma diversão para as horas vagas.
Foi no futebol que surgiram as primeiras grandes amizades. Amigos que levo comigo até hoje.
Fui crescendo e as competições foram ficando mais equilibradas e difíceis. O time da escola onde eu estudava ficou entre os 10 melhores times do RS. Perdemos uma final por 4 x 2 , chorei muito, mas fui aprendendo as manhas para ganhar os campeonatos.
Alguns ganhei, outros não.
Comecei a jogar por um time de força livre. Eu e mais algumas meninas da minha idade, que na época beirava os 15 anos. Eramos jovens, mas com os treinos puxados foram criando experiência e logo já enfrentávamos times mais adultos. Foram nesses treinos que passei os mais alegres momentos da minha vida. Naquela época era tudo mais engraçado, mais na brincadeira. Fazia por diversão mesmo.
Mas como nem tudo dura para sempre, o time se desfez em função de algumas meninas se mudarem de cidade. Era uma nova etapa que estava se criando. Troquei de time, entrei no mais odiado e amado time de futebol de Cerro Grande do Sul. Lá ganhei o primeiro campeonato que disputei. Mas além de campeonatos ganhos, conquistei o que há de mais importante: conquistei o carinho e amizade de muita gente. Tanto de pessoas do time em que jogo até hoje, quanto em times diferentes.
Foram várias viagens, lugares muito legais que tive a oportunidade de conhecer. Infelizmente também já houve causos de surgirem alguns atritos, mas a grande maioria já está resolvido.
Sempre que surge um tempinho, procuro jogar bola. É algo que acalma, que distrai.
Aconselho a todos que possam treinar, pois além de ajudar a manter a forma do corpo, ajuda a manter a boa forma da mente.
Bom futebol a todos!


sexta-feira, 2 de maio de 2014

OS GRANDES ASTROS

A força de vontade não é uma coisa que vem de berço, aliás, não temos uma certeza de onde vem.
Na vida, todos nós temos objetivos e sonhos a serem alcançados.
Grandes personalidades admiradas por uma legião de fãs, como Leonardo Da Vinci, Beethoven deveriam pensar assim. Nasceram com o dom da arte. Isso com certeza. Mas para que isso ficasse como um grande marco na história mundial, eles tiveram que sonhar, realizar, fazer, errar e fazer de novo. Foram aprimorando as suas habilidades e conhecimentos com o tempo. Lutaram contra preconceitos, contra o "isso é errado" que muitas pessoas usam até hoje.
Na minha concepção o "errado" está dentro do pensamento de cada um. O que para mim é certo, para você pode não ser.
Fácil é falar, já fazer é mais complicado.
Mas não há nada que não possa ser feito. Existem meios, maneiras, jeitos para que se possa fazer algo e dar certo.
Eu, particularmente, acho tão interessante o fato de Beethoven compor sua nona sinfonia quando estava praticamente surdo. Li a respeito disso, e também um professor de música que tive na minha infância me falou que, Beethoven se deitava em cima do piano para sentir a gravidade das notas e assim pudera fazer uma de suas principais composições.
Já Leonardo, criador de Monaliza e o quadro da Santa Ceia, coleciona mistérios em suas obras.
Monaliza até hoje não se sabe se pudera ser a versão feminina dele mesmo, ou alguma mulher marcante na sua história. Vale lembrar que há relatos de que ele poderia ser gay. 
A Santa Ceia causa polêmica até hoje, pois ele tenta passar a mensagem de que há uma mulher ao lado de Jesus, dando a entender ser Maria Madalena.
Com esse breve resuminho sobre alguns astros da nossa história cabe a nós pensar: se naquele tempo, com muito menos recursos que eles tinham, eles faziam obras que nos encantam até hoje, e nós com toda tecnologia que possuímos hoje, somos capazes de criar "lepo lepo". Cultura e hábitos diferentes, mas o que realmente é o grande diferencial é a força de vontade. Força que eles tinham, e muitos de nós não.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Buenas Gauchada!

Quem não é ciumento que atire a primeira pedra!
Tecnicamente falando, há alguns que se julgam não serem ciumentos, mas isso somente na teoria, pois na pratica não é bem assim.
Há casos, que inclusive presenciei, de ciúme exagerado, onde já houve agressão verbal e física. São cenas que nunca mais quero presenciar.
Assim como tudo em excesso faz mal, não seria diferente com esse sentimento que ataca a população em geral.
Quando nos dosamos e nos controlamos, temos uma vida mais alegre e saudável.
Confesso, eu sou ciumenta. Sim, bem ciumenta. Tenho ciúme de amigos, dos meus irmão, dos meus pais, enfim, ciumenta de carteirinha.
As vezes é difícil se policiar para que haja o autocontrole, digo por experiência própria.
Mas vamos pensar em soluções, quando o casal se gosta, quando os amigos e/ou famílias se gostam, sempre vão arranjar tempo para você, no caso do casal, se há confiança, há base, no momento em que a confiança acaba, bom, melhor serem amigos.
Mas quando o ciúme vier pronto para te atacar e te transformar em uma fera, descontrolada e desvairada, respire fundo. Se tiver seus fones de ouvidos em mãos, melhor. Coloque aquela música que te acalma, mesmo que seja o lepo lepo, patience ou paparazi. A música te tranquilizará e você estará apto para conversar com quem quer que seja.
Parece que para isso tudo necessitamos de anos de prática e estudo. E de certa forma necessitamos sim. O grande segredo disso tudo está bem mais perto de você, do que você acha. O segredo está na ponta do seu nariz. Sabe o que é?
É a autoconfiança. A confiança que você é bom o suficiente para estar ali. Como no dito popular "confie no seu taco" .
E é bem isso mesmo.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

CAP XII

Com tudo indo bem nessa minha nova fase, comecei a estudar. Os meus horários foram cada vez mais apertados com o passar dos dias, mas mesmo assim eu conseguia encontrar tempo para lembrar de você. Isso não acontecia mais com tanta frequência, afinal, aquele espaço que era seu, estava começando a ser tomado.
Rapidamente passaram-se 30 dias e nessa nova etapa, nessa minha nova fase, você estava distante.
Quando colocava a cabeça no travesseiro, pensava em te procurar, ver como você estava. Mas cinco minutos após eu deitar, esse meu novo amigo, minha nova paixão me ligava para dar boa noite, e automaticamente eu não pensava mais em nada, a não ser nele.
Algumas vezes você aparecia vagamente em meu pensamento. Começou a ser cada vez mais vago, até que então, isso deixou de ser uma rotina.
Completamente apaixonada pelo meu novo amigo, era mais uma história a ser vivida. Talvez mais sorrisos a serem colocados em nossos rostos. Formávamos um casal jovem, cheios de sonhos e planos. Bem típico dos 19 e 20 anos.
Lembro como se fosse hoje, aquela quinta-feira fria, típica de primavera, quase inverno, quando recebi a grande surpresa:
" Parece bobagem, e talvez até seja, não importa, mas eu não consigo ficar longe de você. Namora comigo? "
Fique pasma, assustada, sem reação. Não esperava que você fosse ser rápido ao pensar em uma situação mais séria. Confesso que eu queria muito isso, e esperava isso de você, mas não tão de pressa assim.
Era meu amigo, querendo se tornar alguém bem além disso. Querendo se comprometer em me fazer feliz.
Meio que sem jeito, sorri pulei no seu colo. Chorava e sorria feito uma criança de 8 anos ao ganhar algo que queria muito.
Namoramos e confesso que estava muito feliz.
Agora quanto a minha antiga paixão, meu antigo amor, bom... as vezes nos falamos e bate um princípio de saudade, mas logo trato de não pensar nisso.
Afinal, a minha verdadeira alegria está comigo até hoje. "

 FIM


Bueno galera, tentei fazer uma história, e espero que tenham gostado.
Agradeço a todos que leram todos os capítulos.
É uma história fictícia, e claro que tem alguns pontos que peguei de inspiração com alguns momentos vividos por mim ou por alguns amigos. É isso.
Abraço!

terça-feira, 22 de abril de 2014

CAP XI

E mais uma vez depois de momentos de alegria e prazer, a minha rotina de ficar sem você seguiu normalmente.
Confesso que com o tempo, fui me valorizando mais, a menina jovem e inocente começou a dar espaço para a mulher madura.
Depois desse nosso último encontro, você ainda mandava sms e ainda procurava saber como eu estava indo.
Esse encontro foi muito importante para mim, ele me mostrou que o que eu sentia não poderia ser mais forte que a minha razão, e depois de bater a cabeça muitas vezes na parede, tomei a seguinte decisão: chega disso, chegou a hora de mudar.
Como havia pensado, você ia seguir me tentando, afinal de contas, nossa química estava bem além do teu sentimento por mim.
Acabei notando a presença de um cara especial, que estava sempre ali me ajudando e me ouvindo. Ele sempre foi muito mais que amigo. Acho que estava cega de amores por você e acabei não me dando conta, mas esse cara que estava ao meu lado, foi tomando espaço. Diante de várias idas a parques e a encontros, surgiu um princípio de sentimento. Aquele beijo de despedia depois do chimarrão no parque me marcou bastante.
Estava na hora de tomar as decisões certas, mesmo que isso me custasse algumas lágrimas.
E como em uma cobrança de pênalti, minha vida estava se resumindo em poucos metros, por assim dizer. Decisão tomada, bola de um lado e goleiro do outro. Assim como um gol, senti que havia tomado a decisão certa.
Comecei a agir como você agia, com um certo tom de ignorância ou rejeição. De primeira opção, você já não estava figurando entre as primeiras. Claro que a saudade bateu e o coração apertou, mas fora isso, o sorriso estava figurando com mais frequência em meu rosto.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

CAP X
O tempo passou, cerca de uns dois meses. As amizades começaram aumentar com outras pessoas.
Fui a festas, parques, shoppings, tudo para me distrair.
Confesso que eu estava conseguindo, estava indo bem.
Mas como em vários filmes e novelas, a nossa história estava longe de acabar.
Almoçamos juntos em uma oportunidade que surgiu, e logo depois disso os contatos novamente foram aumentando.
Certa manhã, em torno das 8h e 50min você me mandou um "Te amo gata, bom dia. Bjs " Automaticamente respondi perguntando se tinha enviado para pessoa errada, e você disse que não. Que tudo isso era verdade.
Depois de um tempo de estabilidade você estava voltando, com força máxima, me deixando desnorteada.
Momentaneamente bateu toda vontade, todo o desejo novamente.
Nessa hora o coração falou mais alto do que a razão. Alguns dizem que isso é um grande erro. Eu acredito que quando falamos em sentimento, não existem grandes erros. Existem apenas, algumas escolhas erradas, afinal, até mesmo um relógio parado, está certo duas vezes ao dia.
Você disse que queria entrar nessa história, mudar seu rumo.
As ligações e sms cresceram ainda mais. Porém nem tudo estava as mil maravilhas. A saudade e a vontade estavam cada vez maiores, assim como o desejo.
Em uma quarta a tarde você me mandou: te encontro as 18:30h em frente ao motel da rua Pio XII, a vontade de te ter em meus braços está cada dia maior, desmarque tudo e me espere lá.
Quando saí do trabalho fui diretamente para lá, e você estava me esperando.
Eu não conhecia direito o lugar, e confesso, era bem precário. Mas claro que isso não atrapalhou em nada.
O nome do motel era Sete Pecados, gostei do nome, embora não estivesse cometendo nenhum deles.
Entramos em um quarto, lugar simples, era meio feio na verdade, mas enfim, não dei importância.
Você começou a conversar, me explicar o porquê era cedo para estarmos juntos. Na minha cabeça eu já não entendia mais nada. Você estava se tornando muito indeciso quanto ao que queria ou não.
Até que então você me beijou lentamente...
-Gata, fica tranquila, vamos aproveitar nosso tempo.
Esse teu estilo, tua marra, me instigava cada vez mais a ter você comigo.
Você me beijou e me acariciou lentamente, como se fosse na primeira vez. Queria me mostrar para que estava ali, e me mostrou.
Me amou loucamente, arduamente, possessivamente naquele momento. Fizemos amor, e a noite foi maravilhosa.
As duas horas se passaram e fomos para casa.
Dois caminhos opostos, que estavam insistindo em se encontrar sempre, esse estava sendo o breve resumo do nosso relacionamento...


terça-feira, 15 de abril de 2014

CAP IX

O tempo trouxe um certo desgaste emocional, e com isso os contatos acabaram diminuindo.
Troquei de trabalho, arrumei novos amigos, novas companhias, vida nova.
As mensagens que você mandava eu não respondia, e quando por ventura te dava o retorno, era estranho.
Passei a conhecer mais a cidade, a tentar esquecer tudo o que havia ocorrido.
Dei uma chance de mudar novamente, de tentar novamente, e deixa no pensamento apenas as lembranças boas e os momentos de alegria, prazer e amor.
No trabalho novo, eu estava com uma instabilidade, ora tinha confiança que daria tudo certo, ora não.
Mas assim como nos filmes de romance, esperava que o tempo fosse o maior remédio para tudo isso.
Lembro-me daquela manhã. Uma manhã gelada, típica de outono. Como nos demais dias, sai para trabalhar depois de tomar um copo de café preto bem quente.
Chegando até o terminal onde sempre desço, comprei mais um café.
Aquela noite não tinha dormido bem. Acordei cansada, com sono. Mas diante das dificuldades, tinha que ao menos tentar manter o foco no trabalho.
Estava distraída com o trabalhando, quando eu ouvi alguém falar que queria falar comigo. Quando eu virei para trás, me deparei com você.
Naquela hora gelei, minhas mãos suaram e minhas pernas tremeram. Você estava na minha frente, me olhando fixamente. Eu estremeci, fiquei nervosa.
Você me deu oi, e perguntou se podíamos conversar um pouco. Meio que sem saber o que responder, perguntei o que você queria.
No horário do meu almoço saímos e conversamos você disse que se preocupava comigo, que me queria bem.
Eu não entendia o porque daquilo, o porque daquela preocupação. Os 30 minutos do meu almoço passaram e depois de um abraço nos despedimos mais uma vez.
Combinamos para não nos falar muito, para não nos machucarmos, ou melhor, para eu não me machucar.
Os dias se tornaram mais longos, e a vontade também.
Mas eu sabia que não deveria correr atrás de alguém que no momento não podia me oferecer o que eu procurava...

segunda-feira, 14 de abril de 2014

CAP VIII
"Meu bem, estou apaixonada. Essa distância entre nós me consome dia a dia . A esse nosso lance, nossa amizade já está se tornando pouco para mim."
Enviei.
A sorte estava lançada. Assim como o meu suspense.
Confesso que fiquei com medo, afinal sua resposta poderia ser algo que eu não queria ouvir, ou melhor, ler.
Os minutos passaram e a sua resposta custava a chegar. Minutos depois, bateu um certo receio. Pensei, será que fiz algo que não era para ter feito.
Mas aquela necessidade estava me consumindo dia a dia, me senti obrigada a fazer isso por mim.
A resposta custou um pouquinho a chegar, e o nervosismo estava transbordando em mim. Enfim chegou.
Você dizia que eu era especial, mas como a pouco tinha deixado de um relacionamento recentemente seria rápido demais para assumir outro. Você dizia que gostava, que eu era importante para você, mas que talvez eu nos gostássemos de maneiras diferentes.
No primeiro momento veio o choque, rejeição.
Passou um filme na minha cabeça. E veio a pergunta: porquê será que não sou tão boa assim???
Os dias começaram a se tornar longos, sem graça. Me pegava olhando vagamente para o nada, olhando para o além, imaginando você.
Tínhamos tudo para sermos bons amigos, mas o meu coração queria ir além, bem além...

sexta-feira, 11 de abril de 2014

CAPÍTULO VII
Você tinha horário, não podia deixar seus compromissos. Me beijou novamente e com um sorriso no rosto disse: "até logo" .
Aquela noite, não dormi direito, fiquei pensando em tudo que havia acontecido.
Mas a vida segue, e como em um piscar de olhos eu já estava viajando a trabalho novamente.
Os contatos seguiram como antes, via sms.
Da maneira que você se expressava, dava a entender que estava surgindo um sentimento recíproco do meu.
Não me imaginava passar um dia sem falar com você, até que então passamos a marcar encontros com mais frequência.
O encontro logo surgiu. Fomos ao parque em uma bela tarde de sol. Carinhos e gestos de amores eram mais que visíveis.
Até aconteceu um fato inusitado e engraçado. Sentamos em baixo de uma árvore, e deitei em seu colo. Um pouco mais a frente sentou-se um senhor, o qual não tirava os olhos de nós.
Você, sempre com essa marra, esse jeitão nervoso, não deixou por menos, perguntava o porquê ele estava olhando, se queria sentar e conversar junto com a gente. Confesso que fiquei com um pouquinho de vergonha. Mas não dei muita importância, afinal, você estava ali.
Aquela linda tarde trouxe mais vontade e desejo.
Você me falava dos planos para o futuro, alguns deles, eu automaticamente me colocava junto. Afinal, quem nunca imaginou dois filhos, uma casa na beira da praia, e no inverno todo mundo em baixo do cobertor? Confesso, eu imaginei.
Naquela tarde senti um olhar diferente. Mas enfim, assim como nas outras vezes, você teve que partir.
Voltamos para nossa rotina normal de sms, no tempo que sobrava.
Algumas semanas se passaram e com elas veio a saudade. Então depois de tomar dois copos de coragem resolvi: hoje irei te falar o que sinto. Peguei o celular na mão e comecei a escrever...

quinta-feira, 10 de abril de 2014

CAPÍTULO VI

Aquela semana que sucedeu o nosso encontro, foi algo que mexeu muito muito comigo.
A minha certeza e convicção do que eu queria, dos meus objetivos, deram lugar para incerteza de você estar ao meu lado ou não.
Os contatos se manteram por celular e por bate papo na internet.
Enfim com o trabalho garantido, fui dar um pouco de prioridade aos objetivos que havia traçado no início do ano.
Estávamos longe, mas nosso pensamento seguia no mesmo rumo.
Eu tinha vontade de largar tudo e voltar correndo para te ver, precisava disso. A cada sms respondido o olhar brilhava um pouco mais. Não havia maneira de esconder a felicidade.
Nas horas em que eu passava viajando e trabalhando, sempre encontrava espaço para pelo menos 5 minutos de você. Essa vontade e desejo estavam me consumindo por dentro. Isso estava se tornando mais forte que eu.
Quanto as minhas perspectivas? Bom, estava confusa, não sabia mais para que lado correr, para que lado olhar. Não sabia o que estava sentindo, se ia ser bom ou ruim.
Aquela moça que se julgava durona, focada em prol do que queria, estava dando espaço para menininha de 18 anos que estava se apaixonando, bem típico de primeira paixão.
Confesso que andava ansiosa, pois sabia que conseguiria 2 dias de folga, e com isso poderia me encontrar contigo, pelos menos alguns minutos.
Aconteceu que conseguimos passar mais uma tarde. Tarde que não tenho nem como descrever direito.
Um copo de cerveja, e foi ai que você me abraçou e beijou ardentemente.
Foi um momento carinhoso e safado ao mesmo tempo, me mostrou realmente para que você estava ali.
Saímos da sala, você me segurou forte, encostou na parede. Fez o tempo parar.
Naquele momento não vinha mais nada na cabeça, a não ser seu cheiro, seu beijo.
Quando fiquei nos teus braços me senti acolhida, protegida. Você estava ali, me enchendo de amor.
Aquele instante deixei de ser a menininha, a garotinha de 18 anos, para tornar-me a mulher mais desejada, a mulher mais amada, mais cobiçada.
Foram duas horas de prazer, de amor.
Deitada com você, com o suor pelo corpo, veio a sensação de satisfação. Tanto minha quanto sua, era o momento mais verdadeiro que já havia acontecido entre nós...





 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

CAPÍTULO V

Aquele primeiro olhar foi o mais forte.
" E ai, boa tarde?! "
Tinha tudo para ser, e foi.
Nos encontramos em meio a multidão dessa imensa cidade. Aquele beijo de oi, foi uma ousadia da tua parte. Confesso que amo ousadia. Bem ao teu estilo, isso me provocava.
Esperava uma simples tarde de conversas, talvez, uma oportunidade para tentar te conquistar, já que você havia feito isso sem nem perceber.
Conforme a conversa fluía eu ia percebendo nossas diferenças: eu era a certinha, você nem tanto.
Você curtia reggae e as vezes um beck. Eu totalmente contra isso. Gosto bem eclético quanto a música. Você fazia eu me encantar pelas suas histórias. Por exemplo aquela de quando deu aula para crianças carentes, pela vontade de ajudar quem precisava.
Então o assunto acabou, e o que restou foi o tão esperado beijo. O tempo parou naquele mesmo instante. Depois de alguns minutos, o sorriso bobo apareceu em nossos rostos.
O tempo foi curto, mas me fez muito bem.
Eram 17:30 e tínhamos que ir para casa, aquelas 2 horas ficaram guardadas no me coração.
Quando entrei no transporte e me desloquei para casa, aquele riso bobo mas verdadeiro enxia meu rosto de alegria.
Naquela hora não sabia qual sentimento estava enchendo meu coração. Apenas queria mais.
Do esperado, surgiu o inesperado. Da amizade boba, surgiu a paixão. Da paixão... bom, deve ser mera impressão, devo estar confundindo as coisas, só não confundo você no pensamento.



terça-feira, 8 de abril de 2014

CAPÍTULO IV

Essa rotina já pertencia ao dia todo.
Começaram os problemas, e eu não encontrava a solução. Estava preocupada com estudos, com o trabalho, ou melhor, a falta dele.
Os dias passaram e aquela vontade inquietante persistia. O trabalho por fim veio. Cara de moça simpática, e um sorriso no rosto, era o que sempre carregava comigo.
Diante disso veio também as dificuldades, afinal, quem não tem?!
Os contatos foram aumentando. Assim como o tempo ia passando e instigando.
Com uma vida um tanto quanto promissora, com vários sonhos e objetivos pela frente. Tentando sempre manter o foco. Aparecer uma paixão, uma vontade inesperada, não estava no caminho.
De amizade a paixão.
Caminhos que estão lado a lado, e por um deslize podemos cair na tentação.
Finalmente a dúvida surgiu. Será mera impressão, ou será realidade?
A garotinha em um mundo novo, com ideias e sonhos novos, se deixaria levar por uma simples conversa em rede social?
Não sabia o que esperar, o que pensar.
Confusa e ansiosa era o que à definia na ultima semana.
Por fim depois de alguns dias nos encontramos. Você estava lá por apenas curtir, para que eu fosse mais um nome na sua lista. Você seria muito mais que isso para mim, porém eu não fazia ideia do quanto.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

CAPÍTULO III

E as semanas se passaram e a curiosidade ficou.
Houve mudanças grandes na minha vida, mudança de cidade, de pensamento.
Não irei me esquecer daquela postagem de uma lata de cerveja. Naquela época a cerveja andava sempre comigo, companheira de momentos bons, e alguns nem tanto.
Pois logo depois daquilo, aconteceu a tão esperada conversa. Vamos dizer, a primeira conversa.
O assunto foi meio bobo é verdade. Acho que foi só um meio de atrair, chamar, de mostrar " hei, estou aqui " .
E vou dizer a verdade, esse " hei " , chamou mesmo.
Confesso que achei aquilo tudo interessante. E é verdade também, que a garotinha tinha crescido. Não muito, mas o suficiente para mudar bastante.
Aconteceu como um jogo rápido. Logo depois, veio aquela vontade inquietadora de se ver, conversar, ou quem sabe um pouco  mais além disso.
E eu acabava me perguntando o porque daquilo tudo, porque daquela vontade toda.
Meio que sem sabe, fui dar uma volta, e os pensamentos estavam longes, longes mas não tão longes.
Era um dia bem quente, acredito que estava beirando aos 30ºC . Dia oportuno para tomar um suco do MC DONALDS . Chegando lá, você me cumprimenta, e eu meio que sem me dar conta, não te reconheci por uma fração de segundos. Depois daquele start surgiu o "e ai, tudo bem?"
Fique mais pensativa do que já estava. Normal para essa idade, 18 aninhos.
O tempo passava e só vinha essa lembrança. De um vago pensamento, você estava se tonando uma rotina.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

CAPÍTULO II

" Era mais uma tarde qualquer, para especificar bem, um sábado qualquer.
Não havia acontecido nada de muito significante até o momento. Algumas cervejas e foi isso.
Ate que então, fui dar uma volta com os amigos. Naquela monotonia em que os lugares se encontravam, sem ter o que fazer, o que sobrou foi ir comprar mais uma cerveja.  Pensando bem, uma cerveja e uma carne. Sim, vamos comemorar mais um dia de vida!
Chegando lá, me deparo com uma enorme fila, típico das 17:15hs em um dos maiores centros das cidades em pleno sábado.
Lá existem pessoas de todos os tipos, e você ouve vários assuntos, como por exemplo: quanto tempo esperou por um atendimento no posto de saúde. Que ficou com um rapaz lindo na festa. Que a fulaninha fez fofoca (e você também está)... bom, tem gosto e assunto para todos.
Normalmente nesses lugares encontramos alguém conhecido. Um amigo talvez.
Te achei lá, primeira vez que foste a um lugar assim né?! Na verdade, eu nem sabia que dai surgiria uma amizade.
Olá, prazer.
Cara amarrada, fechada, mas o olhar era intrigante. E foi assim que tudo começou.
Acabou que o destino fez com que acontecessem mais uns três ou quarto "oi's tudo bem? " .
Festas e futebol, aquela resenha com amigos, mas mesmo assim a cara meio amarrada persistia.
Nunca se quer ouve algum tipo de contato depois. Até que surgiu convite de amizade em rede social. Mas conversa que é bom, foi muito pouco.
Sempre costumo falar que o tempo é instigante. E é justo isso que acontece. O tempo acabou instigando, trazendo um pouco mais de curiosidade, e ele trouxe.
Aquele "oi" no mercado foi bem mais que isso. Foi o início de tudo...


Aguarde próximo capítulo!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Boa noite.
Sou cronista, escrevo textos pequenos, mas a pedido de leitores, hoje irei começar a falar de alguns assuntos que mexem com todo mundo e isso terá alguns capítulos.
Para ser sincera com vocês, nunca escrevi assim, mas vamos lá. Vou tentar... Não sei com quantos capítulos minha história vai se fechar, mas espero que gostem.

CAPÍTULO I                    (sempre quis fazer isso)

O sentimento. Algo bem estranho, para ser sincera.
A amizade, por exemplo, pode começar em uma noite qualquer de festa, em uma partida de futebol, dentro de um mercado, na escola ou simplesmente se batendo na rua. Da mesma forma a paixão e porquê não o amor? Não é?!
Querendo ou não todos passam por isso. Encontram pessoas especiais em momentos e lugares inusitados e em outros, não tão inusitados assim.
Há quem resolva: hoje vou achar o grande amor da minha vida. E o resultado se torna uma garrafa de bebida, mais especificamente de vodka.
Há outros que pensam: hoje eu vou zuar a festa, e por fim acabam encontrando o grande amor da vida.
O amor é surpreendente, ainda mais quando ele nos encontra assim.
Falando de amor, podemos ter vários tipos de amores. Amamos coisas, pessoas, objetos, situações... Definitivamente não há uma explicação para isso, mas tem gente que ama mais o futebol do que as pessoas ao seu redor.
Tem gente que ama música, teatro, cinema.
Tem gente que ama mais o seu cachorrinho de estimação do que o futebol.
Tem gente que ama seu namorado (a) mais do que qualquer coisa.
 Tem gente que ama seu namorado (a) e ao mesmo tempo ama dar uma escapadinha a mais. Existem vários tipos de amores, citei apenas alguns.
Bom, comecei falando do amor, apenas para introduzir outros assuntos. Traição, desejo, sensação, vontade, razão, consciência.. e novamente, o amor.
Com toda essa evolução do ser humano, os sentimentos evoluíram também.
Hoje, encontrar sinceridade, fidelidade, cumplicidade, amizade, em uma pessoa só é difícil.
Conhecidos seguidamente me contam histórias do tipo... Como aquela que...

(Aguarde o próximo capítulo...)





sexta-feira, 14 de março de 2014

Bom, acho que serei criticada por alguns, e outros vão me dar razão.
Hoje durante meu almoço, eu estava assistindo uma reportagem que passava no JA.
Falava que foram presos alguns dos vândalos que quebraram e depredaram os prédios e lojas da capital, nos protestos refente ao custo das passagens e gastos exorbitantes da copa do mundo.
Hoje o sensacionalismo está presente em quase todo programa de TV, e é claro que a mídia tem poder sim de manipular informações bem como nossa mente.
Foi feito uma seleção de vídeos e imagens mostrando os atos depredatórios que ocorreram na época.
Mesmo morando a pouco tempo em Porto Alegre, eu fiquei com vergonha.
Achei aquilo horrível. Nessa reportagem, eles mostraram que alguns dos rapazes presos, faziam parte de grupos que apoiavam o anarquismo e que faziam movimentos para promover vandalismo e quebra-quebra, e que os mesmos estavam ligados a partidos políticos... Seguindo nesse mesmo raciocínio, o que esses partidos que promovem o vandalismo tem a nos passar? Muitos deles criticam o governo atual, mas para apresentar uma proposta, que traria benefícios a população, fica difícil.
Nada contra, e nem mesmo a favor, mas eu não acho o governo Dilma tão ruim quanto falam. Se formos a dentro de pesquisas, veremos que a educação teve uma alta no índice de aprovação, mais bolsas em faculdades, uma alta na economia. Claro que teve certas lambanças, como toda a histórias de ministros e assessores que são corruptos.
Fato é que em todo governo há ladrões, gente mal caráter e de má fé. E para mudarmos esse cenário, precisamos sim de manifestações, de atos públicos, revindicando nossos direitos. Atos que devem ser sem baixaria, sem pancadaria, destruição. Onde até mesmo presenciamos  morte de inocentes que estavam apenas cumprindo seu trabalho.



segunda-feira, 10 de março de 2014

Posso até parecer emotiva demais, e na verdade sou. Mas são poucas coisas que me emocionam tanto quanto cenas com pessoas idosas.
Ao meu ver, são os mais sábios. Pois já passaram por várias experiências. Já se apaixonaram, já quebraram a cara com desilusões amorosas. Já passaram trabalho, noites sem dormir, dias inteiros se estressando.
Sempre que eu vejo, um casal de idosos de mãos dadas, eu me emociono. É automático.
Ontem, eu fui me despedir da minha vó, e quando entrei na cozinha dela, ela estava dobrando uma fronha de travesseiro que estava secando, parei um pouco e comecei a olhar, quando ela notou a minha presença, disse: "estava dobrando a fronha pra vocês" . As mãos tremulas, faziam força para dobrar aquela fronha.
Nisso, me veio um filme todo, um flash de algo que não vivi ou nem mesmo vi.
Imagens dela, minha vó, fazendo isso há uns 30 ou 40 anos atrás.
Enchi os olhos d'aguá, sem nem mesmo ter um porque. Acho que talvez pela força que ela tem até hoje. Pelas histórias que ela nunca irá contar, aqueles segredos que somente ela sabe.
As lembranças que fazem com que ela sorria. Quando ela conta como era no tempo dela, fico abismada escutando e tentando imaginar.
Não tenho palavras para descrever o que é essa emoção, e até peço desculpas para meus leitores, faz tempão que não tiro tempo para escrever, mas prometo, estarei na ativa novamente!
Bem, por hoje é só.
Um abração!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O assunto da semana passada e dessa semana é a greve dos rodoviários, mas chega de falar nisso né?
Bom, hoje acordei meio sonolenta, como nos demais dias da semana. Me arrumei e vim trabalhar. Me atrasei um pouquinho em função do transporte, que já está virando uma rotina normal.
O mês de janeiro passou assim como um sopro de vento, rápido e silencioso, trazendo muitas coisas baos e algumas nem tanto.
Não sei se realmente é, ou se é mera impressão. Mas lembro de quando eu era criança, quando tinha meus 9 ou 10 anos por ai, e os dias custavam a passar. Sim, eram tão demorados. Eu contava as horas, dias , meses para virar gente grande. Mal sabia eu, que ser gente grande nem é tão legal assim.
A gente cresce e vê que os compromisso rotineiros tomam todo nosso tempo. É acordar para trabalhar, trabalhar, enfrentar trânsito para voltar para casa. Chegando em casa, vamos lá fazer a limpeza, arrumação. Depois disso, tomar banho, jantar, ler ou estudar um pouquinho. E se sobrar um tempinho conversamos no facebook, skype ou no celular? Bom, isso é deixado para segundo plano, fazemos se der tempo.
Chegamos mais uma vez naquele conceito, ou simplesmente naquela questão do tempo. Ele nos governa, sem mesmo nos perguntar como queremos dividí-lo nas nossas tarefas.
Dá saudade de quando as preocupações eram chegar dentro de casa antes das 20hs para mãe não brigar. Que tinha que tirar notas altas na escola para poder sair com os amigos na praça e tomar chimarrão.
Saudade de lembrar que toda quarta feira a noite eu quase resava uma missa para treinar futsal, afinal, não era fácil conseguir a liberação da mãe, ou então para jogar os campeonatos.
Mas disso tudo tiro os vários ensinamentos que ela me passou. Aprendi a dar valor para quem realmente merece. Aprendi o quanto vale cada real que ganhei trabalhando. Que a saudade das coisas simples de casa machuca.  Aprendi o quanto é bom ter tempo para acordar cedo e tomar chimarrão em um dia frio de inverno.
Aprendi que era muito mais legal brincar na rua do que em um computador. Celular era coisa de adulto. Orkut só podia depois dos 14 anos. Namoro era coisa séria. Ir a festinha? bom, fui na minha primeira depois dos 15 anos.
Hoje é tudo tão superficial, que dá vontade de voltar para a infância e aproveitar aquele tempo maravilhoso.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Bom dia.
Mais uma vez POA está parada. Não se vê movimento no centro.
Hoje foi mais um dia de superlotação. Eu vim espremida na frente, junto ao motorista.
Entendo que estão reinvidicando seus direitos, mas é um enorme desrespeito com nós, trabalhadores.
Por enquanto não há previsão de ter fim. É o caos.
Como se não bastasse 2014 vai ser o ano das greves. Fato.
Intuição ou simplesmente algo envolvendo percepção, os jogos da Copa tendem a ser uma grande confusão. Claro que a PM e BM vão tentar fazer a seguraça, mas haverá muito impasse, tumulto e banalização em frente aos estádios.
Não estou defendendo, por favor, não interpretem assim, mas colocando em um gráfico, a Presidente Dilma já fez bastante pelo Brasil. Claro que falta muito, e que essa Copa não está vindo em boa hora, mas fato é que por exemplo, a educação já subiu e tende a subir mais ainda. Projetos como Sisu, Prouni estão cada vez em pauta para nós estudantes.
Porém uma coisa leva a outra. Com essa função de Copa os olhos estão todos voltados para os roubos gigantescos que estão acontecendo, mas vale lembrar das coisas boas.
Como fala o ditado "1 coisa ruim ofusca 1000 coisas boas " , brasileiro é assim, prefere ver o que há de pior na situação. Você faz isso, eu também.
Mas vamos lá, vamos ver o que vai acontecer, e vamos torcer para que ao menos essa Copa traga algum lucro (acho meio difícil) . E vamos ser conscientes, fazendo protesto ou não, a Copa irá acontecer. Vamos se conformar.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Bom dia!
Calor e confusão no centro de POA hoje.
Os ônibus estão completamente parados. Greve geral.
Peguei uma lotação para vir ao trabalho, e como já havia previsto superlotação. Todos espremidinhos como se fossem sardinhas.
Estava perto de um rapaz que em menos de 2 min disse várias verdades. " Como acham que em 5 meses os estádios e obras irão ficar prontos, se em todo esse tempo não fizeram absolutamente nada ? Essa copa vai ser um caos e agora ainda colocam preços abusivos, e nós consumidores, pagamos essa roubalheira. "
Pra que coisa mais certa que isso? Acho que até nem existe.
A copa tem sido um desvio total de verba pública.
Alguns criticam, outros dizem que é só uma cena para que na próxima eleição, consiga arrancar mais votos, mas a cerca de um ano e meio atrás - talvez um pouco mais - o deputado Romário gravou uma entrevista em que dizia que nos meses que antecedem a copa, iria haver um roubo magestral nos cofres públicos. Nunca antes o Brasil teria sofrido com algo assim.
Prevendo o futuro ou não, fato é que está certo.
O estádio Arena da Baixada tende a não ficar pronto, e mesmo assim o custo dele está cada vez mais alto.
Enquanto Ronaldo, o fenômeno, diz que não se faz Copa sem estádios, os transportes, saúde, educação, saneamento básico, segurança, ficam esperando no banco de reservas. O time titular de um país que está sendo maquiado, para mostrar o quanto somos desenvolvidos, está jogando como titular.
É triste ver que precisamos de atendimento nos hospitais e não temos. Particularmente, quando eu estava doente, aguardei mais de três horas e meia para uma consulta de cinco minutos e uma benzetassíl que levou mais uns dois minutinhos.
O país está rodeado de greves, e pelo que podemos imaginar até a copa irão vir muitas mais. Vamos aguardar e ver qual vai ser o desfecho dessa história.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Boa tarde, após um longo período sem postagens, devido as comemorações de Natal e final de ano, hoje lá vai mais uma.
As vezes acordo sem inspiração, hoje é um dia desses, mas me sinto no dever de escrever para vocês, meus queridos leitores. A felicidade exala cada vez mais quando eu abro o blog e vejo que as vizualizações subiram.
Andei lendo crônicas muito legais, e isso abriu muito os meus pensamento. Recomendo para quem não gosta de ler livros muito longos.
Hoje ví um comercial no youtube, sem explicação. Muito interessante.
No final da crônica vou deixar o link para que assistam também.
Já comentei em outras oportunidades que o tempo é instigante. Realmente é fascinante.
Se pudessemos prever, ou voltar atrás ou quem sabe ainda, pará-lo.
Cada dia que passa temos a certeza de que é um dia a menos na nossa vida. Então cabe a seguinte pergunta: Será que fizemos aquilo que realmente desejávamos ? Pode ser que sim, ou pode ser que não.
Sonhar não nos faz pagar imposto e também não é uma perda de tempo.
Mas ainda bem que não controlamos o tempo, pois se fizessemos isso, com certeza tudo estaria um caos. Contudo, em alguns casos seria bom, pois vidas seriam salvas, e oportunidades seriam aproveitadas de melhor maneira.
As vezes um pequeno desvio ocasiona um grande feito, ou uma grande tragédia.
Nossa vida nasce em um pequeno momento, quando o espermatozóide entra no óvulo, em alguns dias é possível ouvir a batida de coração do bebê, várias batidas por minuto. Como em um sopro a vida nos é dada, e como um piscar de olhos, ela é tirada.
Cada minuto que passa é único e por isso, cheio de novas possibilidades.
Vamos sempre aproveitá-los da melhor maneira possível, até porque não sabemos quando e como vai ser nosso último segundo.


http://www.bhaz.com.br/comercial-bomba-youtube-por-exibir-dialogo-entre-motoristas-antes-de-acidente/