sexta-feira, 11 de abril de 2014

CAPÍTULO VII
Você tinha horário, não podia deixar seus compromissos. Me beijou novamente e com um sorriso no rosto disse: "até logo" .
Aquela noite, não dormi direito, fiquei pensando em tudo que havia acontecido.
Mas a vida segue, e como em um piscar de olhos eu já estava viajando a trabalho novamente.
Os contatos seguiram como antes, via sms.
Da maneira que você se expressava, dava a entender que estava surgindo um sentimento recíproco do meu.
Não me imaginava passar um dia sem falar com você, até que então passamos a marcar encontros com mais frequência.
O encontro logo surgiu. Fomos ao parque em uma bela tarde de sol. Carinhos e gestos de amores eram mais que visíveis.
Até aconteceu um fato inusitado e engraçado. Sentamos em baixo de uma árvore, e deitei em seu colo. Um pouco mais a frente sentou-se um senhor, o qual não tirava os olhos de nós.
Você, sempre com essa marra, esse jeitão nervoso, não deixou por menos, perguntava o porquê ele estava olhando, se queria sentar e conversar junto com a gente. Confesso que fiquei com um pouquinho de vergonha. Mas não dei muita importância, afinal, você estava ali.
Aquela linda tarde trouxe mais vontade e desejo.
Você me falava dos planos para o futuro, alguns deles, eu automaticamente me colocava junto. Afinal, quem nunca imaginou dois filhos, uma casa na beira da praia, e no inverno todo mundo em baixo do cobertor? Confesso, eu imaginei.
Naquela tarde senti um olhar diferente. Mas enfim, assim como nas outras vezes, você teve que partir.
Voltamos para nossa rotina normal de sms, no tempo que sobrava.
Algumas semanas se passaram e com elas veio a saudade. Então depois de tomar dois copos de coragem resolvi: hoje irei te falar o que sinto. Peguei o celular na mão e comecei a escrever...

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