domingo, 12 de março de 2017

Bom, são 1h da manhã, e cá estou eu, sem sono e cheia de ideias.
Andava meio pra baixo nos últimos dias, com alguns problemas, mas hoje, felizmente, estou conseguindo administrar eles numa boa.
Me dei novas oportunidades, novas chances de conhecer e aprender, e quem diria né, o tempo, o instigante tempo, nos ensina dia a dia.
Parei para fazer aquele "remember" de coisas do passado.
Já me falaram que eu era mais fofa antes, e que hoje posso estar mais experiente, ou então que eu era mais doce, e hoje, mais séria.
Também já me falaram que muitas vezes criamos certas barreiras, principalmente afetivas, para nos proteger de certas ilusões. E que eu, fazia muito isso ao não demonstrar o que sentia, pois bem... concordo com isso.
Realmente, cresci, mudei. Aprendi sim a bloquear certas emoções, e pra falar a verdade, sempre me dei bem assim, até chegar aquele momento em que por um descuido da natureza, o bloqueio some, e tudo vira do avesso.
Nesse momento nos tornamos frágeis e mais vulneráveis a algumas situações, mas são nessas horas que mostramos de fato que tem sentimento ali sim, e que se alguém conseguiu furar esse bloqueio, esse alguém é bom, ou importante demais, porque muitos tentam, mas a essência, ahhh, essa poucos conhecem.
E digo com a maior certeza, a essência não muda...as camadas sim, mas o conteúdo não.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Desintoxicação

Os primeiros dias, são os mais difíceis. Talvez, os primeiros meses também.
As vezes bate aquela abstinência, o surto, e tudo o que você quer, é mais um pouquinho daquilo que te fazia tão bem.
Era louco no começo, era bem como imaginei. Era divertido, arriscado, e aquela adrenalina era forte. Eu sempre gostei de viver sob risco, com adrenalina. Fui sempre tensa, fechada, mas quando eu tinha...ahh, quando eu tinha você, era como se o mundo parasse de girar.
Te pegar na mão, sentir aquele cheiro único, me deixava extasiada. Aliás, gosto dessa palavra.
Mas como tudo que é bom não dura para sempre, isso não durou.
O ultimo sopro com esse gosto foi inesperado. Em um local inesperado, dia inesperado, e olhar inesperado. Assim foi desde o começo.
Te provei em uma noite de festa, e quase sempre assim que começa. Eu gostei, confesso. E pra falar a verdade queria mais na mesma hora. Comecei com uma pequena amostra, mas aos poucos fui me viciando. Um mês depois, ganhei uma nova amostra. Passaram quinze dias e comecei a sentir falta. Foram mais quinze, e mais alguns ainda, que perdi as contas. E ganhei de novo. Valeu o tempo de espera. Fiquei "extasiada" pelo final de semana todo...ah como era bom, sem preocupação, sem ninguém por perto. Somente eu e você.
Com o tempo fui querendo mais e mais, eu sempre fui assim, sempre quis superar. Fui me viciando, viciando e provei uma dose mais forte. Todo dia ela me consumia um pouquinho quando acordava, quando ia dormir, a vontade e o desejo era só pegar na mão mais uma vez. Até que isso foi virando rotina, e tive minha primeira discussão. Foi onde larguei e briguei. Briguei por 5 minutos, quando vi o que tava fazendo, fui correndo atrás. Olhei onde tinha te largado e peguei na mão novamente. Quando sentia o calor tomando conta, era meu alívio.
Foi sempre muito bom, não teve vez ruim, nosso caso foi intenso. Mas eu não podia me deixar levar para uma dose mais forte, ia ser o meu fim. Começamos a nos desentender e foi ai que percebia o quão dependente eu era. Tratei de mudar, ter orgulho e não transparecer sentimento nenhum, até porque sempre fui assim. Mas isso não aconteceu. Sempre o controle de tudo estava com você, não comigo, eu era apenas uma dependente disso.
Não nos entendemos e hoje cá estou, com crises de abstinência, com saudade do teu cheiro, teu calor, teu olhar, do teu beijo. Mas como dizem, os primeiros meses são os piores, depois que desintoxicar, vai ficar tudo bem.


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Quando escrevo, as vezes me perguntam se é verdade, ou se crio o texto. Na grande maioria é criação, mas também, falo muito sobre o que me contam.
E o de hoje vai ser uma história que me contaram, caso queiram saber, tenho permissão para contar, mas sem nomes, infelizmente.
" Sempre tive tudo como queria, era do meu jeito.
Nunca fui de esperar demais, afinal de contas, eu é quem fazia os outros esperarem.
Não me importava muito com sentimentos, até porque não acreditava nisso. Falar sobre relacionamento sério, era o mesmo que falar sobre um jogo de futebol, eu achava graça.
Não ligava para compromissos assim como não me importava muito com aquele monte de ligações, sms que mandavam querendo saber se estava bem, ou mal.
Coloquei uma meta, um objetivo. Diante de algumas frustrações em relacionamentos, nada mais de se apegar, era pra curtir, aproveitar.
Até que então tudo mudou, assim como o dia e a noite.
O ditado deixa bem claro, tudo o que vai, volta.
Quando paro para pensar nisso, me assusto.
Mas de fato aconteceu. As ligações não atendidas, os sms, foram ignorados por outra pessoa, sim ignorou o que eu tentei fazer. Só então pude ver como isso é ruim.
Eu provocava ciúme, hoje sei o que é me provocarem;
Eu não ligava, hoje sei o que é não ligarem;
Não demostrava muito o que sentia, aliás, não sentia muito. Hoje sei como é estar do outro lado;
Dava conversa, hoje sei o que é não receber;
Sobre dizer eu te amo, hoje sei o que é dizer e não ouvir;
Sobre fazer textão apaixonado, aprendi bem a escrever;
A cada bip do celular, aprendi a olhar desesperadamente na expectativa de ser o "crush";
Natália, o que eu faço, tudo o que eu fiz, tô recebendo de volta..."
Pois é, fato é que a gente acha que nunca vai acontecer, mas um dia alguém vai te pegar de surpresa e vai te fazer ver o quanto é importante um minuto de atenção, o quanto é importante aquele brilho no olhar.
Você vai notar o que é passar horas rindo a toa, olhando apenas uma foto. Vai se pegar escutando aquela música pela décima vez em um dia, vai olhar para lua e pela primeira vez, vai notar o brilho imenso que ela tem.
Dizem que fantasiamos as coisas e até criarmos nossas próprias verdades, e eu de fato, acredito nisso. Criamos os amores, agora basta saber como lidar com eles.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Bom dia gente, esse texto é pelo Joaquim, pelo hoje não mais presente Mirtz, pela "democracia"... Enfim, poderia começar de uma maneira que está bem clichê, a partir do que vimos ontem, (17/04/2016) na votação da abertura de processo de Impeachment da Presidente Dilma.
Como todos sabem, tenho preferência por um lado político, mas nem por isso, faço que está tudo bem, ou que não há crise. Mas o que não pode deixar de ser observado na votação dos nossos deputados, é a falta de moral da grande maioria, e também que os plurais e tempos verbais foram esquecidos.
Aquela votação parecia uma festa, festa essa bem grandinha para um lado onde quem a comandava era o Senhor Eduardo Cunha, réu de um processo que o acusa de roubar milhões dos cofres públicos, onde quem paga, infelizmente somos nós.
Muitos vão ler e dizer "Natália, olha o que o PT roubou". Sim, roubou e quem o fez, deve ser incriminado e deve sim responder pelos seus atos. Pena que esses roubos vem de tempos, desde 1995, ano em que nasci, nessa época a Petrobras já sofria com desvios.
O que muitos deputados não sabiam, ou pareciam não saber, era o real motivo daquela votação. Ao proferirem o seu voto declarando amor pela família, pelo Quilombo dos Palmares, por seu estado, sua cidade, deixavam claro o real motivo daquela sessão. Poucos leram o processo, processo esse que se dá por pedaladas fiscais, o que nossos governadores fazem com frequência em muitos estados do Brasil. Mas como aqui "é normal", a votação era a favor de uma nova aliança política liderada por Temer e Cunha, que convenhamos, será mesmo que são tão honestos assim?
Também não pude deixar de notar e fixar atenção no Deputado Bolsonaro. O que dizer a respeito desse sujeito? Quando ao votar pelo Sim, proclamou o voto a um torturador, bem típico de quem já havia dito em alto e bom som que prefere um filho morto que gay, ou que se relacione com uma mulher negra. Ou que não estupraria uma mulher, (deputada), porque ela não merece isso. Ou ao Tiririca que foi ovacionado. Fixei atenção em Chico Lopes, que não me recordo o partido, mas ao meu ver foi o mais coerente ao falar " Senhores, estou emocionado ao votar perante a vocês, todos que tem fé, amam suas famílias, nessa casa que não tem nenhum corrupto...". E também as palavras da deputada Marcivania que dizia nunca ter visto tanta hipocrisia por metro quadrado.
Nesses últimos meses, estamos presenciando o maior ato da Polícia Federal, onde centenas de pessoas já foram indiciadas e condenadas. Espero que Sergio Moro, "mito" para uma grande parte da população, não se acanhe e pare por ai, que traga a juízo, Cunha, Temer, Calheiros e toda tropa que merece sim responder e pagar pelos seus atos.
E que possamos ter um desfecho positivo e não ridículo quanto o que vimos ontem.



terça-feira, 12 de abril de 2016

Boa noite gente.
Hoje foi um dia à tipico do que costumo viver, e relatar a vocês.
Começou com meu cachorrinho fugindo pela enésima vez pelo mesmo lugar. Não pensem que eu vejo e não faço nada, faço sim, fecho com tela e mais tela, mas ele sempre arrebenta e sai de novo.
Estava até então com um problema enorme em relação ao meu Fies, coisa que não consegui resolver e por isso, terei que trancar o meu semestre na faculdade, mas semestre que vem, se tudo der certo, retorno com força.
Depois de horas na Unisinos, tive que voltar cabes baixa para casa, e a tarde foi de reflexão.
Como se ainda não bastasse tive que ouvir aquele sermão básico... paciência Natália, paciência.
Pois bem, depois disso tudo, de refletir bastante, volto aquela questãozinha que já abordei aqui mais de uma vez. O tempo.
Ele nos controla por completo, controla fácil, decide por nós, nos governa. Como costumo dizer entre meus amigos, somos bem "juvenil" quanto a isso. Somos porque esperamos demais. Esperamos que as coisas se resolvam por si só. Na hora de sonhar é fácil, é bom. Na hora de ser jovem é tudo maravilhoso, posso dominar o mundo se eu quiser, tudo é como eu acho que deve ser, é fácil, é do meu jeito. Normalmente achamos que que temos razão em tudo, enquanto os outros não tem razão em nada. Ai para nos contrariar nossa mente, o tempo vem e derruba tudo isso. Mostra que nem sempre temos razão, que não podemos dominar o mundo. Mostra que nem é tão legal assim se tornar adulto. Mostra que as responsabilidades nem sempre são tão bacanas assim.
O tempo trás consigo a saudade, saudade da época do ensino médio, dos amores, das paixões passageiras. Das noites e dias sem preocupações, exceto as notas da escola, o tempo do futebol, das noites nas casas das amigas ouvindo Patience e comendo brigadeiro, chorando por alguma coisa qualquer. Dos segredinhos e confissões, das colas nas provas... Saudade de uma época memorável.
É difícil ver e imaginar tudo o que já passou, da mesma forma, pensar no futuro. Casar? Filhos? Profissão? É... não é fácil. Confesso a vocês que eu penso bastante no futuro, talvez seja errado pois devemos nos preocupar no viver o hoje, mas, temos que fazer o amanhã ser melhor.
Como costumo dizer, a cada dia, a cada minuto que passa o mundo surpreende. Quem sabe a surpresa que tanto espera está ao seu lado? A um clic? A km de distância?
Bom, isso só o tempo irá lhe mostrar.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Bom dia gente!
Iria escrever ontem a noite, porém, devido a alguns probleminhas pessoais, teve que ser agora de manhã.
Como a maioria sabe, eu mudei de curso, passei a estudar Gastronomia na Unisinos. E para minha surpresa, eu estou simplesmente amando. Fico pensando, porque não mudei antes? Mas como deve ser com todo mundo, nem sempre vemos as coisas na primeira vez em que as olhamos. 
A alguns anos atrás, eu tinha o sonho de me tornar alguém parecida com Martha Medeiros, para mim, uma cronista de excelência. O tempo passou e hoje, sonho em ser uma Cheff de cozinha. As coisas mudam, a vida surpreende. Mas a ideia de continuar escrevendo, eu ainda mantenho de pé!
Pois bem, ontem tivemos uma aula diferente (confesso que achei que seria chata), uma palestra sobre medicina integrada. O que tem haver com gastronomia? Isso mesmo, nada. Para minha surpresa e da grande maioria do pessoal que estava na platéia, a palestra foi simplesmente genial.
Ela foi conduzida pelo Senhor Doutor José Camargo. O "cara" é magnífico, primeiro a fazer transplante de pulmão no Brasil, chefe da equipe de transplantes no país. Se tiverem tempo, aconselho a dar uma olhada em algumas palestras ou entrevistas, é apaixonante.
Se eu não tivesse problemas com ver sangue nas pessoas, iria tentar a medicina a partir de ontem. A maneira com que Camargo conduziu a sua palestra, foi cativante. Ele contou histórias de seus pacientes, fazendo a platéia rir ao falar de uma certa vez que ganhou uma galinha, e que a pessoa que havia lhe dado jurou que a galinha estava viva, mas quando abriu o saco de estopa, ela estava morta, com o pescoço mole. Fez rir quando um outro paciente disse que se um dia ele precisasse dar um susto em alguém, era só chamá-lo, e dizer o tamanho do susto, pois ele garantia eficiência da mesma maneira que o Doutor teve com sua esposa, que vivia bem graças ao transplante. Fez também, a platéia se emocionar (digo por mim que chorei) ao contar sobre a perde de um paciente, uma criança que ficou em coma por 10 dias e que não resistiu. Ou ao homem que chegou chorando em seu consultório porque não tinha solução, mas lutou bravamente os seus últimos seis meses contra um câncer que havia lhe tomado.
Aquela palestra de ontem (06/04/2016), foi como mergulhar em uma cachoeira com água bem fria, e nessa água deixar-se ir todos os problemas. As vezes temos o costume de reclamar por bobagens, por "picuinhas" tolas do dia a dia. Reclamamos da roupa fora de moda, de não poder ir em determinado lugar, do time não vencer, de uma dorzinha de cabeça. 
Imaginem se tivéssemos que reclamar de um problema terminal, algo tão bruto quanto o câncer ou outra coisa do tipo? A dorzinha de cabeça ia parecer uma coisa tão banal...
Bom, me senti lavada ontem, refleti sobre o que realmente é um problema. Acredito que todos deveriam fazer o mesmo. O mundo carece de amor, e de afeto. Carece daquele "vai ficar tudo bem". Vou aproveitar o texto para pedir, quem puder, para ajudar o Instituto do Câncer Infantil daqui de POA. Eu mensalmente ajudo com um valor simbólico de R$ 15,00 pois acho que aqueles sorrisos de dentes pequeninhos merecer aparecer todos os dias.
Um abraço a todos vocês e até a próxima.








terça-feira, 8 de março de 2016

Bueno gente!
Bom dia, primeiramente, estou na tentativa de fazer uma nova história, um pouco mais intensa... aceito sugestões de vocês meus queridos leitores!
E para parabenizar  todas as mulheres, deixo uma mensagem que  recebi no whats em grupo hoje de manhã. “Feliz dia do sexo frágil que aguenta muito mais coisa que muito machão por ai”, então, Parabéns mulherada!
“ Há dias que eu não dormia direito. Algo incomodava e fazia com que eu acordasse repentinamente várias vezes durante a noite. Sim, a vida nova era cansativa. Os compromissos, os deveres, a pouca diversão, a responsabilidade.
Eu sentia falta dos momentos em que sempre tinham pessoas na minha volta, aliás, ficar sozinha sempre foi meu medo. Ainda mais, falando que resolvi mudar minha vida por completo. Faculdade nova, casa nova, cidade nova, amor... pra quê? Tô legal assim, é verdade que aprendi muita coisa, mas ficamos por aqui.
A vida que seguiu sozinha, independente e cansativa, uma hora mudaria. Ao invés de foco, eu o perdi completamente quando te vi.  Segurando aquele copo de cerveja, todo despreocupado, olhando para os lados como se perguntasse “o que eu vim fazer aqui?” me chamou mais do que atenção. Atiçou todos meus sentidos, como se quem dissesse, preciso te beijar. E o beijo de fato, veio, entre um Martini, uma cerveja, veio a troca de olhares, de telefones.
O que era para durar bem menos que uma noite, apenas, alguns minutos, durou bem mais. Apesar de todo histórico, ele guardava mais que uma surpresa. As conversas surgiram, os sentimentos mais intensos também. Sem que eu me desse conta estava apaixonada por aquele cara que ela mal sabia o nome.
Passamos a primeira de muitas noites juntos. O vinho, a janta especial, os carinhos. A primeira noite de amor. O primeiro eu te amo. Para mim  eram muitas primeiras vezes, e foi mais uma quando me entreguei nos seus braços. Mal imaginava o quão dominador ele era. Ele falava, mostrava, gostava de exercer o controle.
O menino despreocupado e calmo, se mostrava outra pessoa quando estávamos as sós. Ele me fazia feliz, e eu não sabia como. De calmaria passou a ser correria. Eu estava adorando aquilo tudo. Quando estávamos juntos era como se nada importasse. E realmente não importava.
Ele quis me fazer uma surpresa, perguntou se eu confiava nele. Respondi que sim. Ele disse que ia me mostrar um novo mundo, cheio de possibilidades. Eu sabia do que ele estava falando, sabia que mais uma vez ia me impressionar. E não foi diferente. Quando chegou o final de semana, ele me deu uma caixa com uma lenço de cetim preto.  Era macio, gelado. Olhou para mim, me beijou com ternura.
- Está pronta?
- Sim.

Fechei meu olhos, e a partir dali, entrei em um mundo viciante...”