segunda-feira, 20 de julho de 2015

Dizem que a inspiração vem do nada, e dos mais remotos pensamentos. A partir de hoje, concordo com isso.
Lá vai uma palinha de um pequeno conto de fadas.

Eram dois jovens em um mundo de descobertas. Os olhos brilharam desde a primeira vez que se bateram em um olhar tímido. Sim, eles eram muito tímidos.
Apenas "oi" foi mais que suficiente para uma breve, mas linda história.
Após se cruzarem uma, duas, várias vezes um sentimento surgiu, era algo que ninguém sabia explicar. A cumplicidade dos dois, a amizade, companheirismo, nunca ninguém viu parecido.
Os segredos mais chulos e obscuros? Um sabia do outro.
Mentir já era difícil, e então veio a verdade.
A verdade trouxe a alegria, sorriso, paixão e também as certezas. Certeza de filhos, cachorros e até um gatinho. Certeza de dominar o mundo, e o resto que espere. Mas isso não bastava. Do que adiantava apenas isso? E então, para selar tudo, o amor surgiu e compareceu a essa breve reunião.
O papel principal era dele, o mais aguardado. Todos o olhavam e o invejavam. Todos queriam ser igual o amor. Mas apenas dois, somente dois, o podiam carregar.Eles o carregaram e passaram dificuldades, afinal, o amor é pesado.
Precisaram a fretar ajuda, e conseguiram. Construíram sonhos e mais sonhos. Um fazendo parte do outro. Se viravam conforme sobrava dinheiro, pois em um tempo de crise, rico, é quem tem como pagar as contas.
Tudo seguia muito bem, até que então o amor tirou férias, e para cobrir o seu lugar, a desconfiança e a rebeldia vieram.
Eram inimigas mortais de todos os sentimentos bons, porém, as únicas a estarem de folga. Elas expulsaram o amor, e então o mundo colorido passou a ficar cada dia mais escuro.
O jovem casal que dera lugar ao amor, hoje estava confuso e deixou se perder na insegurança, foram para um caminho sem volta. Cada um seguiu seu rumo, e começaram uma nova busca do amor.
Nunca nenhum  conto de fadas acabou assim, sem um Felizes para sempre. Foi o primeiro a mostrar a o outro lado e sem dúvidas, deixou marcado na história que sempre há maneiras diferentes de seguir em frente.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

CAP IV

Algumas semanas se passaram, as conversas fluíram.
Matheus planejava em segredo o seu primeiro beijo em Júlia.
Mana, estou apaixonado, dizia ele para sua irmã de criação.
Quando os outro vinham lhe perguntar, ele negava, dizia que ela era apenas mais uma. Uma aposta talvez. Nada além disso.
Ele estava confuso com aquilo tudo, o jeitinho meigo e puro de Julia tirava ele do sério.
Trocavam mensagens, ligações, chamadas de vídeo no skype.
Certo dia ele foi na frente da escola de Julia, ficou sentado lá, esperando ela sair. E quando ela saiu, ele a acompanhou. Foram a um pub ali perto, conversaram bastante, tomaram umas quatro cervejas.
Julia notou que Matheus a olhava diferente, e até ficou com medo.
Julia, eu preciso lhe explicar, é algo que está me torturando, você não faz ideia. Venha aqui. Ele a puxou pelo braço, levou-a para um canto escuro e ali deu um beijo nela.
Ela retribuiu de uma maneira incandescente. Era tudo o que ela mais queria. Após isso, ele a abraçou, os dois riram, e se beijaram novamente. Ele a levou até em casa, foram rindo o caminho todo.
Quando os dois chegaram em suas casa, passaram um longo tempo conversando. O que Mateus não sabia, é que esse era apenas o segundo beijo dela. Ela contou isso a ele, e ele se surpreendeu.
A paixão dos dois aumentava a cada dia. Os dois eram vistos em público apenas como amigos, iam em festas juntos mas não se beijavam, não chegavam muito perto.
Na pacata cidade onde moravam era comum acontecer festas das comunidades, e em uma dessas festas, a Júlia comprou um presente para o Mateus. Um anel, esses de metal, e pediu para o rapaz gravar as inicias dele.
Quando ela viu ele, estava tomando cerveja, com um monte de meninas na sua volta, foi nitidamente fácil ver a frustração no rosto da menininha apaixonada. Ela saiu e ele nem a notou, mais tarde ele ligou para ela, e ela entregou o presente. Ele adorou, ou pelo menos fingiu bem. Pouco depois se despediram e aquele dia, não houve afeto, carinho, amor.
Ao deitar em seu travesseiro, Julia estava pensativa, com medo. Estava amando, mas não era amada. Algo que nunca tinha acontecido na vida dela. Todos os meninos a queriam, e o único que ela queria, não era o príncipe encantado.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

CAP.: III

Após sorrir e cair em si, Julia tratou de dar tchau e ir dormir.
Aquele sábado foi o mais pensativo da vida dela.
Ela sabia que não podia ficar com ele. O rapaz não era muito bem quisto pela sociedade. Já ela, era a mocinha da família. Filha mais nova de uma família aparentemente perfeita.
Um playboy cheio de estilo, que gostava de estar em meio de algumas confusões. Nas festas era o centro das atenções, todas meninas queriam ele. Mas agora o Mateus, não queria mais ninguém. Ele prometeu mudar para conquistá-la. Como se isso fosse necessário, ele não sabia da paixão de Julia.
O tempo foi passando e eles foram conversando, surgiu uma cumplicidade enorme.
Em pouco tempo, partilhavam segredos e altas confissões.
A primeira vez que falaram por chamada de vídeo a Julia ficou pasma, olhava para ele que estava de boné virado, correntes. Um verdadeiro menino marrento.
Julia estava totalmente apaixonada.
Ele ficava a esperando sair do colégio e a acompanhava até sua casa, conversavam e brincavam.
Um dia ele fez uma surpresa. Veio com um violão.
Cartou a música que ele dizia ser um poema e que remetia a história deles. Ela a garotinha meiga, ele o garoto garoto esperto, conseguia todas, mas que agora tremia ao ver ela.
Depois de cantar ele segurou em sua mão, estavam sentados na calçada da rua. Ele foi chegando próximo ao seu rosto, ela fechou os olhos, e quando imaginou beijar Mateus, chegou uma amiga gritando: Julia!!! Oi amiga!!
Ficou exposto no rosto dela a frustração de não ter recebido aquele beijo. Os três conversaram um pouco, e ela decidiu em para casa.
Mateus a acompanhou, e começou a falar o bem que ela estava fazendo para ele, que pensava nela o dia todo. Deu um beijo no seu rosto e se despediu.
Julia nunca imaginou que ele pudesse ser o tipo galanteador e muito menos romântico, surpreendeu-se pelas suas atitudes, ou melhor, estava perdidamente apaixonada por elas.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

CAP.: II

Passaram dias falando por sms, ela estava curtindo aquilo tudo.
Certa noite se encontraram em uma festa da cidade, algo pequeno, um rodeio.
Julia estava no seu grupo de amigos, tomando um copo de caipirinha, e aquilo para ela era bem significante. Era a primeira vez que saía sozinha sem os pais, ou sem a sua irmã mais velha. Era uma maneira de ganhar a confiança, e ela iria aproveitar a chance.
Estavam dançando e brincando, a Julia estava muito feliz com aquilo tudo. Um de seus amigos queria ficar com ela, e ela ficou. Estavam juntos o tempo todo. Pelo que parecia, os dois se gostavam bastante. Ele foi comprar mais uma caipirinha e o Mateus chegou e abraçou Julia, que estava de costas.
Quando ela virou e viu quem era ficou surpresa e tratou de se afastar. Conversaram um pouco, ele olhava no fundo dos olhos dela. E no meio disso tudo, o amigo de Julia chegou, ficou ao  seu lado, como quem quisesse cuidar o que é seu por direito.
Mateus tratou de sair, mas ficava cuidando sua nova admiração, mesmo com seus amigos na volta.
Eram 23h e eles foram embora.
O amigo de Julia levou ela de carro para casa, e tudo permaneceu normal, como em todos os dias.
Julia estudava e trabalhava, não tinha muito tempo para outras coisas, exceto para pensar no Mateus, isso fazia com uma grande frequência.
Ela delirava naquele abraço, queria tanto que se repetisse.
Mal sabia ela que isso iria acontecer.
Na semana seguinte, eles começaram a conversar via skype, passavam as noites conversando, contando coisas do dia. Ele ficava ansioso aguardando ela estar online, e ela contava os minutos para chegar em casa.
Foi criando-se uma rotina de conversas, de amizade, de paixão.
Era uma sexta feira, ela chegou em casa e automaticamente entrou no skype, sentou na cama e começou a teclar.
Nessa madrugada, ele disse que tinha terminado o seu namoro com a Taís, porque estava apaixonado, e não sabia mais o que fazer.
Julia, sem saber o que dizer, e com os olhos d'água, prevendo que não seria ela essa paixão, tentou aconselhá-lo.
Eram 4:40 da manhã, e ele disse: " Júlia, terminei com a Taís porque estou apaixonado por você!"
Ela sorriu, e foi como se o tempo tivesse parado nesse momento...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

CAP.: I

O sonho de todas meninas é fazerem 15 anos, e no dia da festa de debutante aparecer o príncipe encantado em cima de um cavalo branco. Mas logo depois disso, elas já percebem que a história não é bem assim. As responsabilidades e compromissos aparecem no lugar do conto de fadas... Após isso elas notam que algumas coisas mudam, começam-se a vontade sair com os amigos e experimentar coisas novas que o mundo tem a oferecer.
A Júlia entrou no ensino médio, começou a trabalhar. Viu que estava começando a vida de adulto.
E logo se apaixonou pelo carinha marrento que estudava com ela.
Coitada, não sabia que ele não valia nada. MA menina que começou a descobrir a vida, logo de cara descobriu que nem tudo o que parece é. Depois de três meses de namoro, ela perdeu o que sua mãe tanto a alertava. Perdeu a virgindade em um ato tosco, pelo menos foi assim que ela descreveu.
E depois disso ela perdeu o encanto pelo rapaz. O querido Rafael, passou a ser uma simples lembrança de algo não muito bom.
A vontade dele já estava feita, mas depois disso, ele se viu pensando. "Rafael, Rafael, será mesmo que você está apaixonado?" Estava.
Ela estava com muitos planos para o futuro, e o Rafael não cabia nesses planos.
Ela terminou com ele, e para sua surpresa, ele dizia que queria se casar.
Ela tratou de ignorá-lo e com o tempo, ele sumiu.
Agora a Júlia estava livre. Cheia de trabalho , estudos e felicidade vigorando no seu rosto.
A partir daí é que a história toma um rumo diferente.
Um ano se passou, e uma certa noite, enquanto ela estudava, se bateu com uma pessoa no pátio da escola, olhando para baixo, pediu desculpas.
Mateus sorriu e disse que não foi nada.
Eles já se conheciam a muito tempo, mas faziam anos que não se viam. Ela tinha deixado a menininha que brincava na rua com os amigos, e ele já tinha terminado os estudos, com um certo atraso é verdade.
Ela tinha 16 e ele 21.
Quando ela chegou em casa, cansada e com sono, deitou-se. Mateus era o que vinha na mente dela. Ela dormiu pensando nele.
Já o Mateus, com certeza dormiu pensando na memina em que ele namorava.
Alguns dias se passaram, e ela recebeu um sms.
"Julia ?". Para sua alegria era o Mateus.
Com as mãos suadas, e tremendo ela respondeu. Ali começou um principio de amizade. Amizade essa, que viria se tornar uma pequena,  pequena mas bonita história de amor...

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Boa tarde!
Muitas vezes quando eu escrevo, alguns me perguntam: Natália, isso é verdade? Ficção? De onde vem? E o que eu respondo?? Bom, de tudo um pouco. As vezes é de verdade, as vezes não é.
Essa crônica, eu já estava com vontade de escrever a muito tempo, porém eu não podia, por um simples motivo... não saber se ainda existia alguém.
Tudo começa quando desço do ônibus, quase no mesmo horário, todo dia. Espero dez segundos no máximo e a sinaleira fecha para os carros, e eu atravesso a rua.
Caminho mais uns trinta ou quarenta metros, e começo a passar por um prédio residencial que faz esquina com a rua onde até então estou morando.
Lá nesse prédio, reside uma senhora, bem velhinha, com o cabelo bem branco, aliás, acho isso muito bonito. Ela fica parada na janela, olhando as pessoas que ali passam.
Certo dia, passei ali e fui arrumar meu cabelo e essa senhora me abanou, olhei e sorri, abanei de volta.
Isso aconteceu mais algumas vezes, e por algum motivo que desconheço, isso virou rotina. Passava pelo prédio dela, e ela sempre me abanava.
Até que então, um dia ela não estava lá. E passaram-se mais alguns dias, semanas.
Confesso que fiquei triste, imaginando que ela poderia não estar mais ali.
Um grande sonho meu, é ir conversar com ela.
Ela tem uma cara de filha de imigrantes, garanto ter muitas histórias bem legais para contar, ou simplesmente uma companhia para o final de tarde.
Mas ontem, ela voltou a fazer eu dar uma boa risada. Ela estava na janela, cheia de saúde e alegria, me abanou bem faceira, e posso parecer boba, mas enchi o meu olho d'água.
Queria muito um dia poder perguntar das suas histórias, e dar uma boa risada. Até porque ela é uma "velhinha" bem ativa e faceira, tem cara de ser bem agitada, o que se assemelha um pouco comigo.
Talvez um dia eu tenha esse privilégio, afinal, os nossos idosos trazem sabedoria e conhecimento bem mais interessantes que os livros, pelo menos ao meu ponto de vista.
Gostaria de conhecê-la, fazer uma entrevista, por assim dizer, e desvendar todas histórias que ela tem para contar. Um dia farei.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Boa tarde meus queridos!

"... E então veio aquela mensagem, me encontra.
Sem ao menos pensar nos riscos, ela foi.
Quando falo em riscos,são somente sentimentais, afinal de contas, ela estava apaixonada. Apaixonada por risos, histórias boas, carinho e olhares.
Encontraram-se lá no mesmo lugar de sempre.
Ele com estilo despojado e marrento, aguardava ansiosamente. Parecia estar feliz após um longo tempo sem contato, afinal, um sorriso saiu no seu rosto.
Conversaram e riram muito, falaram bobagem, falaram sério também, contaram tudo o que tinha se passado nesse longo período.
Com a distância, os contatos se perderam no meio do caminho, mas essa mensagem veio para mudar, iniciar um novo ciclo.
Depois de uma hora que passara mui rapidamente, era momento de partir, então cada um pegou suas coisas e as escadas de onde estavam sentadas, ficaram mais frias e escuras.
Digo isso pois havia calor e brilho intenso em cada um, uma vontade jamais vista de apenas estar perto. Era o que parecia, pois quem vê de longe, nunca consegue imaginar o que pode estar acontecendo.
Em meio a olhares espiados, um beijo foi dado, o primeiro beijo, e também o último. Eles sabiam que não podiam fazer isso, era errado. Tinham seus compromissos, suas casas, e não podiam deixar que algo de tanto tempo atrás voltasse assim, sem motivos ou porquês.
A vontade não se saciou, e mais uma vez trouxe a tona o desejo, e como se não fosse o suficiente o destino quis que a história tivesse um rumo diferente.
E sabem de uma coisa, eu acho que ela vai ter, pois são amigos, e essa amizade é forte, forte por várias coisas que ninguém irá entender, apenas eles dois.
Os segredos, serão somente deles. As vontade, desejos, maluquices, tudo, será somente de duas pessoas.
Um dos casais mais lindos que já vi, se completam.
Mesmo ela sendo uma menininha que está descobrindo o mundo agora, recém 18 anos e ele um cara de 24 , eles se conhecem e se entendem muito melhor do que muito casal mais velho.
Eles se diziam que queriam estar em qualquer lugar, não importava, mas queriam estar juntos.
Podia ser naquela escada, onde várias pessoas passavam e olhavam, ali era o melhor lugar do mundo naquela hora, apenas porque estavam juntos..."