segunda-feira, 18 de abril de 2016

Bom dia gente, esse texto é pelo Joaquim, pelo hoje não mais presente Mirtz, pela "democracia"... Enfim, poderia começar de uma maneira que está bem clichê, a partir do que vimos ontem, (17/04/2016) na votação da abertura de processo de Impeachment da Presidente Dilma.
Como todos sabem, tenho preferência por um lado político, mas nem por isso, faço que está tudo bem, ou que não há crise. Mas o que não pode deixar de ser observado na votação dos nossos deputados, é a falta de moral da grande maioria, e também que os plurais e tempos verbais foram esquecidos.
Aquela votação parecia uma festa, festa essa bem grandinha para um lado onde quem a comandava era o Senhor Eduardo Cunha, réu de um processo que o acusa de roubar milhões dos cofres públicos, onde quem paga, infelizmente somos nós.
Muitos vão ler e dizer "Natália, olha o que o PT roubou". Sim, roubou e quem o fez, deve ser incriminado e deve sim responder pelos seus atos. Pena que esses roubos vem de tempos, desde 1995, ano em que nasci, nessa época a Petrobras já sofria com desvios.
O que muitos deputados não sabiam, ou pareciam não saber, era o real motivo daquela votação. Ao proferirem o seu voto declarando amor pela família, pelo Quilombo dos Palmares, por seu estado, sua cidade, deixavam claro o real motivo daquela sessão. Poucos leram o processo, processo esse que se dá por pedaladas fiscais, o que nossos governadores fazem com frequência em muitos estados do Brasil. Mas como aqui "é normal", a votação era a favor de uma nova aliança política liderada por Temer e Cunha, que convenhamos, será mesmo que são tão honestos assim?
Também não pude deixar de notar e fixar atenção no Deputado Bolsonaro. O que dizer a respeito desse sujeito? Quando ao votar pelo Sim, proclamou o voto a um torturador, bem típico de quem já havia dito em alto e bom som que prefere um filho morto que gay, ou que se relacione com uma mulher negra. Ou que não estupraria uma mulher, (deputada), porque ela não merece isso. Ou ao Tiririca que foi ovacionado. Fixei atenção em Chico Lopes, que não me recordo o partido, mas ao meu ver foi o mais coerente ao falar " Senhores, estou emocionado ao votar perante a vocês, todos que tem fé, amam suas famílias, nessa casa que não tem nenhum corrupto...". E também as palavras da deputada Marcivania que dizia nunca ter visto tanta hipocrisia por metro quadrado.
Nesses últimos meses, estamos presenciando o maior ato da Polícia Federal, onde centenas de pessoas já foram indiciadas e condenadas. Espero que Sergio Moro, "mito" para uma grande parte da população, não se acanhe e pare por ai, que traga a juízo, Cunha, Temer, Calheiros e toda tropa que merece sim responder e pagar pelos seus atos.
E que possamos ter um desfecho positivo e não ridículo quanto o que vimos ontem.



terça-feira, 12 de abril de 2016

Boa noite gente.
Hoje foi um dia à tipico do que costumo viver, e relatar a vocês.
Começou com meu cachorrinho fugindo pela enésima vez pelo mesmo lugar. Não pensem que eu vejo e não faço nada, faço sim, fecho com tela e mais tela, mas ele sempre arrebenta e sai de novo.
Estava até então com um problema enorme em relação ao meu Fies, coisa que não consegui resolver e por isso, terei que trancar o meu semestre na faculdade, mas semestre que vem, se tudo der certo, retorno com força.
Depois de horas na Unisinos, tive que voltar cabes baixa para casa, e a tarde foi de reflexão.
Como se ainda não bastasse tive que ouvir aquele sermão básico... paciência Natália, paciência.
Pois bem, depois disso tudo, de refletir bastante, volto aquela questãozinha que já abordei aqui mais de uma vez. O tempo.
Ele nos controla por completo, controla fácil, decide por nós, nos governa. Como costumo dizer entre meus amigos, somos bem "juvenil" quanto a isso. Somos porque esperamos demais. Esperamos que as coisas se resolvam por si só. Na hora de sonhar é fácil, é bom. Na hora de ser jovem é tudo maravilhoso, posso dominar o mundo se eu quiser, tudo é como eu acho que deve ser, é fácil, é do meu jeito. Normalmente achamos que que temos razão em tudo, enquanto os outros não tem razão em nada. Ai para nos contrariar nossa mente, o tempo vem e derruba tudo isso. Mostra que nem sempre temos razão, que não podemos dominar o mundo. Mostra que nem é tão legal assim se tornar adulto. Mostra que as responsabilidades nem sempre são tão bacanas assim.
O tempo trás consigo a saudade, saudade da época do ensino médio, dos amores, das paixões passageiras. Das noites e dias sem preocupações, exceto as notas da escola, o tempo do futebol, das noites nas casas das amigas ouvindo Patience e comendo brigadeiro, chorando por alguma coisa qualquer. Dos segredinhos e confissões, das colas nas provas... Saudade de uma época memorável.
É difícil ver e imaginar tudo o que já passou, da mesma forma, pensar no futuro. Casar? Filhos? Profissão? É... não é fácil. Confesso a vocês que eu penso bastante no futuro, talvez seja errado pois devemos nos preocupar no viver o hoje, mas, temos que fazer o amanhã ser melhor.
Como costumo dizer, a cada dia, a cada minuto que passa o mundo surpreende. Quem sabe a surpresa que tanto espera está ao seu lado? A um clic? A km de distância?
Bom, isso só o tempo irá lhe mostrar.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Bom dia gente!
Iria escrever ontem a noite, porém, devido a alguns probleminhas pessoais, teve que ser agora de manhã.
Como a maioria sabe, eu mudei de curso, passei a estudar Gastronomia na Unisinos. E para minha surpresa, eu estou simplesmente amando. Fico pensando, porque não mudei antes? Mas como deve ser com todo mundo, nem sempre vemos as coisas na primeira vez em que as olhamos. 
A alguns anos atrás, eu tinha o sonho de me tornar alguém parecida com Martha Medeiros, para mim, uma cronista de excelência. O tempo passou e hoje, sonho em ser uma Cheff de cozinha. As coisas mudam, a vida surpreende. Mas a ideia de continuar escrevendo, eu ainda mantenho de pé!
Pois bem, ontem tivemos uma aula diferente (confesso que achei que seria chata), uma palestra sobre medicina integrada. O que tem haver com gastronomia? Isso mesmo, nada. Para minha surpresa e da grande maioria do pessoal que estava na platéia, a palestra foi simplesmente genial.
Ela foi conduzida pelo Senhor Doutor José Camargo. O "cara" é magnífico, primeiro a fazer transplante de pulmão no Brasil, chefe da equipe de transplantes no país. Se tiverem tempo, aconselho a dar uma olhada em algumas palestras ou entrevistas, é apaixonante.
Se eu não tivesse problemas com ver sangue nas pessoas, iria tentar a medicina a partir de ontem. A maneira com que Camargo conduziu a sua palestra, foi cativante. Ele contou histórias de seus pacientes, fazendo a platéia rir ao falar de uma certa vez que ganhou uma galinha, e que a pessoa que havia lhe dado jurou que a galinha estava viva, mas quando abriu o saco de estopa, ela estava morta, com o pescoço mole. Fez rir quando um outro paciente disse que se um dia ele precisasse dar um susto em alguém, era só chamá-lo, e dizer o tamanho do susto, pois ele garantia eficiência da mesma maneira que o Doutor teve com sua esposa, que vivia bem graças ao transplante. Fez também, a platéia se emocionar (digo por mim que chorei) ao contar sobre a perde de um paciente, uma criança que ficou em coma por 10 dias e que não resistiu. Ou ao homem que chegou chorando em seu consultório porque não tinha solução, mas lutou bravamente os seus últimos seis meses contra um câncer que havia lhe tomado.
Aquela palestra de ontem (06/04/2016), foi como mergulhar em uma cachoeira com água bem fria, e nessa água deixar-se ir todos os problemas. As vezes temos o costume de reclamar por bobagens, por "picuinhas" tolas do dia a dia. Reclamamos da roupa fora de moda, de não poder ir em determinado lugar, do time não vencer, de uma dorzinha de cabeça. 
Imaginem se tivéssemos que reclamar de um problema terminal, algo tão bruto quanto o câncer ou outra coisa do tipo? A dorzinha de cabeça ia parecer uma coisa tão banal...
Bom, me senti lavada ontem, refleti sobre o que realmente é um problema. Acredito que todos deveriam fazer o mesmo. O mundo carece de amor, e de afeto. Carece daquele "vai ficar tudo bem". Vou aproveitar o texto para pedir, quem puder, para ajudar o Instituto do Câncer Infantil daqui de POA. Eu mensalmente ajudo com um valor simbólico de R$ 15,00 pois acho que aqueles sorrisos de dentes pequeninhos merecer aparecer todos os dias.
Um abraço a todos vocês e até a próxima.