Bom dia gente!
Iria escrever ontem a noite, porém, devido a alguns probleminhas pessoais, teve que ser agora de manhã.
Como a maioria sabe, eu mudei de curso, passei a estudar Gastronomia na Unisinos. E para minha surpresa, eu estou simplesmente amando. Fico pensando, porque não mudei antes? Mas como deve ser com todo mundo, nem sempre vemos as coisas na primeira vez em que as olhamos.
A alguns anos atrás, eu tinha o sonho de me tornar alguém parecida com Martha Medeiros, para mim, uma cronista de excelência. O tempo passou e hoje, sonho em ser uma Cheff de cozinha. As coisas mudam, a vida surpreende. Mas a ideia de continuar escrevendo, eu ainda mantenho de pé!
Pois bem, ontem tivemos uma aula diferente (confesso que achei que seria chata), uma palestra sobre medicina integrada. O que tem haver com gastronomia? Isso mesmo, nada. Para minha surpresa e da grande maioria do pessoal que estava na platéia, a palestra foi simplesmente genial.
Ela foi conduzida pelo Senhor Doutor José Camargo. O "cara" é magnífico, primeiro a fazer transplante de pulmão no Brasil, chefe da equipe de transplantes no país. Se tiverem tempo, aconselho a dar uma olhada em algumas palestras ou entrevistas, é apaixonante.
Se eu não tivesse problemas com ver sangue nas pessoas, iria tentar a medicina a partir de ontem. A maneira com que Camargo conduziu a sua palestra, foi cativante. Ele contou histórias de seus pacientes, fazendo a platéia rir ao falar de uma certa vez que ganhou uma galinha, e que a pessoa que havia lhe dado jurou que a galinha estava viva, mas quando abriu o saco de estopa, ela estava morta, com o pescoço mole. Fez rir quando um outro paciente disse que se um dia ele precisasse dar um susto em alguém, era só chamá-lo, e dizer o tamanho do susto, pois ele garantia eficiência da mesma maneira que o Doutor teve com sua esposa, que vivia bem graças ao transplante. Fez também, a platéia se emocionar (digo por mim que chorei) ao contar sobre a perde de um paciente, uma criança que ficou em coma por 10 dias e que não resistiu. Ou ao homem que chegou chorando em seu consultório porque não tinha solução, mas lutou bravamente os seus últimos seis meses contra um câncer que havia lhe tomado.
Aquela palestra de ontem (06/04/2016), foi como mergulhar em uma cachoeira com água bem fria, e nessa água deixar-se ir todos os problemas. As vezes temos o costume de reclamar por bobagens, por "picuinhas" tolas do dia a dia. Reclamamos da roupa fora de moda, de não poder ir em determinado lugar, do time não vencer, de uma dorzinha de cabeça.
Imaginem se tivéssemos que reclamar de um problema terminal, algo tão bruto quanto o câncer ou outra coisa do tipo? A dorzinha de cabeça ia parecer uma coisa tão banal...
Bom, me senti lavada ontem, refleti sobre o que realmente é um problema. Acredito que todos deveriam fazer o mesmo. O mundo carece de amor, e de afeto. Carece daquele "vai ficar tudo bem". Vou aproveitar o texto para pedir, quem puder, para ajudar o Instituto do Câncer Infantil daqui de POA. Eu mensalmente ajudo com um valor simbólico de R$ 15,00 pois acho que aqueles sorrisos de dentes pequeninhos merecer aparecer todos os dias.
Um abraço a todos vocês e até a próxima.
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