O assunto da semana passada e dessa semana é a greve dos rodoviários, mas chega de falar nisso né?
Bom, hoje acordei meio sonolenta, como nos demais dias da semana. Me arrumei e vim trabalhar. Me atrasei um pouquinho em função do transporte, que já está virando uma rotina normal.
O mês de janeiro passou assim como um sopro de vento, rápido e silencioso, trazendo muitas coisas baos e algumas nem tanto.
Não sei se realmente é, ou se é mera impressão. Mas lembro de quando eu era criança, quando tinha meus 9 ou 10 anos por ai, e os dias custavam a passar. Sim, eram tão demorados. Eu contava as horas, dias , meses para virar gente grande. Mal sabia eu, que ser gente grande nem é tão legal assim.
A gente cresce e vê que os compromisso rotineiros tomam todo nosso tempo. É acordar para trabalhar, trabalhar, enfrentar trânsito para voltar para casa. Chegando em casa, vamos lá fazer a limpeza, arrumação. Depois disso, tomar banho, jantar, ler ou estudar um pouquinho. E se sobrar um tempinho conversamos no facebook, skype ou no celular? Bom, isso é deixado para segundo plano, fazemos se der tempo.
Chegamos mais uma vez naquele conceito, ou simplesmente naquela questão do tempo. Ele nos governa, sem mesmo nos perguntar como queremos dividí-lo nas nossas tarefas.
Dá saudade de quando as preocupações eram chegar dentro de casa antes das 20hs para mãe não brigar. Que tinha que tirar notas altas na escola para poder sair com os amigos na praça e tomar chimarrão.
Saudade de lembrar que toda quarta feira a noite eu quase resava uma missa para treinar futsal, afinal, não era fácil conseguir a liberação da mãe, ou então para jogar os campeonatos.
Mas disso tudo tiro os vários ensinamentos que ela me passou. Aprendi a dar valor para quem realmente merece. Aprendi o quanto vale cada real que ganhei trabalhando. Que a saudade das coisas simples de casa machuca. Aprendi o quanto é bom ter tempo para acordar cedo e tomar chimarrão em um dia frio de inverno.
Aprendi que era muito mais legal brincar na rua do que em um computador. Celular era coisa de adulto. Orkut só podia depois dos 14 anos. Namoro era coisa séria. Ir a festinha? bom, fui na minha primeira depois dos 15 anos.
Hoje é tudo tão superficial, que dá vontade de voltar para a infância e aproveitar aquele tempo maravilhoso.