CAP.: III
Após sorrir e cair em si, Julia tratou de dar tchau e ir dormir.
Aquele sábado foi o mais pensativo da vida dela.
Ela sabia que não podia ficar com ele. O rapaz não era muito bem quisto pela sociedade. Já ela, era a mocinha da família. Filha mais nova de uma família aparentemente perfeita.
Um playboy cheio de estilo, que gostava de estar em meio de algumas confusões. Nas festas era o centro das atenções, todas meninas queriam ele. Mas agora o Mateus, não queria mais ninguém. Ele prometeu mudar para conquistá-la. Como se isso fosse necessário, ele não sabia da paixão de Julia.
O tempo foi passando e eles foram conversando, surgiu uma cumplicidade enorme.
Em pouco tempo, partilhavam segredos e altas confissões.
A primeira vez que falaram por chamada de vídeo a Julia ficou pasma, olhava para ele que estava de boné virado, correntes. Um verdadeiro menino marrento.
Julia estava totalmente apaixonada.
Ele ficava a esperando sair do colégio e a acompanhava até sua casa, conversavam e brincavam.
Um dia ele fez uma surpresa. Veio com um violão.
Cartou a música que ele dizia ser um poema e que remetia a história deles. Ela a garotinha meiga, ele o garoto garoto esperto, conseguia todas, mas que agora tremia ao ver ela.
Depois de cantar ele segurou em sua mão, estavam sentados na calçada da rua. Ele foi chegando próximo ao seu rosto, ela fechou os olhos, e quando imaginou beijar Mateus, chegou uma amiga gritando: Julia!!! Oi amiga!!
Ficou exposto no rosto dela a frustração de não ter recebido aquele beijo. Os três conversaram um pouco, e ela decidiu em para casa.
Mateus a acompanhou, e começou a falar o bem que ela estava fazendo para ele, que pensava nela o dia todo. Deu um beijo no seu rosto e se despediu.
Julia nunca imaginou que ele pudesse ser o tipo galanteador e muito menos romântico, surpreendeu-se pelas suas atitudes, ou melhor, estava perdidamente apaixonada por elas.
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