quinta-feira, 28 de maio de 2015

CAP IV

Algumas semanas se passaram, as conversas fluíram.
Matheus planejava em segredo o seu primeiro beijo em Júlia.
Mana, estou apaixonado, dizia ele para sua irmã de criação.
Quando os outro vinham lhe perguntar, ele negava, dizia que ela era apenas mais uma. Uma aposta talvez. Nada além disso.
Ele estava confuso com aquilo tudo, o jeitinho meigo e puro de Julia tirava ele do sério.
Trocavam mensagens, ligações, chamadas de vídeo no skype.
Certo dia ele foi na frente da escola de Julia, ficou sentado lá, esperando ela sair. E quando ela saiu, ele a acompanhou. Foram a um pub ali perto, conversaram bastante, tomaram umas quatro cervejas.
Julia notou que Matheus a olhava diferente, e até ficou com medo.
Julia, eu preciso lhe explicar, é algo que está me torturando, você não faz ideia. Venha aqui. Ele a puxou pelo braço, levou-a para um canto escuro e ali deu um beijo nela.
Ela retribuiu de uma maneira incandescente. Era tudo o que ela mais queria. Após isso, ele a abraçou, os dois riram, e se beijaram novamente. Ele a levou até em casa, foram rindo o caminho todo.
Quando os dois chegaram em suas casa, passaram um longo tempo conversando. O que Mateus não sabia, é que esse era apenas o segundo beijo dela. Ela contou isso a ele, e ele se surpreendeu.
A paixão dos dois aumentava a cada dia. Os dois eram vistos em público apenas como amigos, iam em festas juntos mas não se beijavam, não chegavam muito perto.
Na pacata cidade onde moravam era comum acontecer festas das comunidades, e em uma dessas festas, a Júlia comprou um presente para o Mateus. Um anel, esses de metal, e pediu para o rapaz gravar as inicias dele.
Quando ela viu ele, estava tomando cerveja, com um monte de meninas na sua volta, foi nitidamente fácil ver a frustração no rosto da menininha apaixonada. Ela saiu e ele nem a notou, mais tarde ele ligou para ela, e ela entregou o presente. Ele adorou, ou pelo menos fingiu bem. Pouco depois se despediram e aquele dia, não houve afeto, carinho, amor.
Ao deitar em seu travesseiro, Julia estava pensativa, com medo. Estava amando, mas não era amada. Algo que nunca tinha acontecido na vida dela. Todos os meninos a queriam, e o único que ela queria, não era o príncipe encantado.

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