CAP IX
O tempo trouxe um certo desgaste emocional, e com isso os contatos acabaram diminuindo.
Troquei de trabalho, arrumei novos amigos, novas companhias, vida nova.
As mensagens que você mandava eu não respondia, e quando por ventura te dava o retorno, era estranho.
Passei a conhecer mais a cidade, a tentar esquecer tudo o que havia ocorrido.
Dei uma chance de mudar novamente, de tentar novamente, e deixa no pensamento apenas as lembranças boas e os momentos de alegria, prazer e amor.
No trabalho novo, eu estava com uma instabilidade, ora tinha confiança que daria tudo certo, ora não.
Mas assim como nos filmes de romance, esperava que o tempo fosse o maior remédio para tudo isso.
Lembro-me daquela manhã. Uma manhã gelada, típica de outono. Como nos demais dias, sai para trabalhar depois de tomar um copo de café preto bem quente.
Chegando até o terminal onde sempre desço, comprei mais um café.
Aquela noite não tinha dormido bem. Acordei cansada, com sono. Mas diante das dificuldades, tinha que ao menos tentar manter o foco no trabalho.
Estava distraída com o trabalhando, quando eu ouvi alguém falar que queria falar comigo. Quando eu virei para trás, me deparei com você.
Naquela hora gelei, minhas mãos suaram e minhas pernas tremeram. Você estava na minha frente, me olhando fixamente. Eu estremeci, fiquei nervosa.
Você me deu oi, e perguntou se podíamos conversar um pouco. Meio que sem saber o que responder, perguntei o que você queria.
No horário do meu almoço saímos e conversamos você disse que se preocupava comigo, que me queria bem.
Eu não entendia o porque daquilo, o porque daquela preocupação. Os 30 minutos do meu almoço passaram e depois de um abraço nos despedimos mais uma vez.
Combinamos para não nos falar muito, para não nos machucarmos, ou melhor, para eu não me machucar.
Os dias se tornaram mais longos, e a vontade também.
Mas eu sabia que não deveria correr atrás de alguém que no momento não podia me oferecer o que eu procurava...
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