CAP XI
E mais uma vez depois de momentos de alegria e prazer, a minha rotina de ficar sem você seguiu normalmente.
Confesso que com o tempo, fui me valorizando mais, a menina jovem e inocente começou a dar espaço para a mulher madura.
Depois desse nosso último encontro, você ainda mandava sms e ainda procurava saber como eu estava indo.
Esse encontro foi muito importante para mim, ele me mostrou que o que eu sentia não poderia ser mais forte que a minha razão, e depois de bater a cabeça muitas vezes na parede, tomei a seguinte decisão: chega disso, chegou a hora de mudar.
Como havia pensado, você ia seguir me tentando, afinal de contas, nossa química estava bem além do teu sentimento por mim.
Acabei notando a presença de um cara especial, que estava sempre ali me ajudando e me ouvindo. Ele sempre foi muito mais que amigo. Acho que estava cega de amores por você e acabei não me dando conta, mas esse cara que estava ao meu lado, foi tomando espaço. Diante de várias idas a parques e a encontros, surgiu um princípio de sentimento. Aquele beijo de despedia depois do chimarrão no parque me marcou bastante.
Estava na hora de tomar as decisões certas, mesmo que isso me custasse algumas lágrimas.
E como em uma cobrança de pênalti, minha vida estava se resumindo em poucos metros, por assim dizer. Decisão tomada, bola de um lado e goleiro do outro. Assim como um gol, senti que havia tomado a decisão certa.
Comecei a agir como você agia, com um certo tom de ignorância ou rejeição. De primeira opção, você já não estava figurando entre as primeiras. Claro que a saudade bateu e o coração apertou, mas fora isso, o sorriso estava figurando com mais frequência em meu rosto.
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