Me pediram para escrever sobre algo da vida, confesso que fiquei pensando no que falar. São tantas coisas. Existe o tempo, idade, emoção, razão, coração, enfim, mil coisas.
Vou escrever sobre o que mais entendo no momento.
Quando somos jovens, pensamos apenas no dia de hoje.
O amanhã que fique no aguarde.
As vezes somos muito influenciados pelo que a vida tem a nos dar, influenciados pelas delícias e peripécias. As coisas boas tendem a dar mais tesão, mais vontade, e por impulso muitas vezes cometemos as melhores loucuras da vida.
Quem nunca chegou em casa sem saber como?
Ou quem nunca bebeu demais?
Quem nunca beijou por impulso?
Podem ser dados vários exemplos, mas o que mais causa emoção e reação é o lado afetivo.
Já disse e repito: tudo o que é errado ou perigoso é mais divertido.
A adrenalina subindo no sangue, o suor nas mãos e aquela desconfiança, será que alguém vai ver? Afinal, o que ninguém viu é porque não aconteceu, certo?
Talvez possa ser certo, mas pode ser errado. E sempre há a duvida de que um dia pode não ser mais segredo.
É nessa época que descobrimos os instintos, as sensações, os arrepios, e convenhamos, não tem nada melhor que isso.
A emoção do beijo roubado, do calor do corpo, da sensação de dever cumprido.
Nós jovens, as vezes somos cegos. A loucura toma conta da nossa lucides e em pouco tempo convocamos uma multidão para defender o que achamos por direito. Temos o poder do convencimento, a força e o vigor. Temos os problemas e as soluções deles. Adquirimos conhecimento todos os dias, todas as horas.
Por isso que acredito ser a melhor fase da vida. Aprendemos e ao mesmo tempo ensinamos. Erramos e acertamos quase que simultaneamente. É a idade dos extremos.
A idade mais marcante, pelo menos, ao meu ver.
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