Lembranças do que foi bom
Estava em meus aposentos, quando me enviaram um pedaço de uma história que escrevi, e me perguntaram, sabes quem escreveu? Com emoção nos olhos respondi que sabia.
Um final de um romance, mas que para alguns não representou um "fim".
Certa vez, em uma boa conversa, me falaram que valia a pena dizer tudo o que tínhamos vontade, e que o máximo que podia acontecer, era conviver com uma esperança, uma expectativa que podia vir a nunca dar certo.
Apenas concordei.
Na verdade dizer tudo o que pensamos é complicado, complexo demais. Ora pode ser bom, ora ruim. Varia de pessoa em pessoa. As vezes eu não digo, posso machucar alguém assim. As vezes eu digo, e me decepciono. E as vezes fico feliz com a resposta ou reação.
Lembrar daquilo que passou é bom. Conversar a respeito de coisas bobas, de momentos bons, de momentos nem tão bons assim, de cenas, pessoas. Lembrar é uma dádiva.
Uma vez eu li: "Eu errei, e hoje não tenho como concertar. Mas o que ninguém pode fazer, é tirar as lembranças que eu tenho, e elas me fazem sorrir e ver que tudo valeu a pena".
Logo penso: Que boas essas lembranças, para arrancar sorriso do rosto de alguém, pelo simples fato de um dia ter existido. De apenas um momento vivido.
Querendo ou não, o que mais mexe é a paixão, amor. Provável que quem escreveu se referia a isso. Algo que para sempre irá ficar marcado. Lembrando que o sempre é muito tempo, e nem há como medir.
Confesso que fiquei pensando qual seria o erro dessa pessoa para que não houvesse solução. Sempre há solução. E o primeiro passo para isso é acreditar.
O erro do qual foi falado, nunca saberemos. Mas o interessante é que mesmo sabendo que não há muito o que fazer, as lembranças são boas e intensas ao ponto de trazer sorriso e felicidade ao rosto desse alguém desconhecido.
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