CAPÍTULO V
Aquele primeiro olhar foi o mais forte.
" E ai, boa tarde?! "
Tinha tudo para ser, e foi.
Nos encontramos em meio a multidão dessa imensa cidade. Aquele beijo de oi, foi uma ousadia da tua parte. Confesso que amo ousadia. Bem ao teu estilo, isso me provocava.
Esperava uma simples tarde de conversas, talvez, uma oportunidade para tentar te conquistar, já que você havia feito isso sem nem perceber.
Conforme a conversa fluía eu ia percebendo nossas diferenças: eu era a certinha, você nem tanto.
Você curtia reggae e as vezes um beck. Eu totalmente contra isso. Gosto bem eclético quanto a música. Você fazia eu me encantar pelas suas histórias. Por exemplo aquela de quando deu aula para crianças carentes, pela vontade de ajudar quem precisava.
Então o assunto acabou, e o que restou foi o tão esperado beijo. O tempo parou naquele mesmo instante. Depois de alguns minutos, o sorriso bobo apareceu em nossos rostos.
O tempo foi curto, mas me fez muito bem.
Eram 17:30 e tínhamos que ir para casa, aquelas 2 horas ficaram guardadas no me coração.
Quando entrei no transporte e me desloquei para casa, aquele riso bobo mas verdadeiro enxia meu rosto de alegria.
Naquela hora não sabia qual sentimento estava enchendo meu coração. Apenas queria mais.
Do esperado, surgiu o inesperado. Da amizade boba, surgiu a paixão. Da paixão... bom, deve ser mera impressão, devo estar confundindo as coisas, só não confundo você no pensamento.
Intenso, como os outros "relatos", mas sempre puros e delicados...continue, a pensar, sonhar, escrever e viver intensamente todos os momento de sua vida, do mais simples ao mais sofisticado. O sublime sempre nos surpreende.
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